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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Homens Que Marcaram o Século XX: Marcello Mastroianni




 Marcello Mastroianni

Ator italiano nascido a 28 de setembro de 1924, em Fontana Liri, e falecido a 19 de dezembro de 1996, em Paris, vítima de cancro no pâncreas.


Durante a Segunda Grande Guerra, foi capturado pelo exército nazi e enviado para um campo de concentração. Conseguiu fugir, instalando-se em Veneza, onde esperou pelo fim do conflito.


Juntou-se a uma compania de teatro amador itinerante e, durante uma representação, chamou a atenção de Luchino Visconti que o convidou a protagonizar a peça teatral Um Elétrico Chamado Desejo.


Gradualmente, tornou-se um dos atores mais promissores do panorama artístico italiano e começaram a surgir os primeiros convites para fazer cinema.


Estrear-se-ia em I Miserabili (Os Miseráveis, 1948), mas só ganhou alguma projeção quando protagonizou ao lado de Sophia Loren a comédia Peccato Che Sia una Canaglia (Que Pena Seres Vigarista, 1955).


Mas o filme que lhe deu maior notoriedade a nível internacional foi La Doce Vita (A Doce Vida, 1960) de Fellini. O seu retrato de jornalista desiludido com a vida tornou-o extremamente popular entre os cinéfilos.


Dois anos depois, era apresentado a Hollywood, obtendo a nomeação para o Óscar de Melhor Ator com o seu trabalho na comédia Divorzio All'Italiana (Divórcio à Italiana, 1962).


O seu retrato de aristocrata siciliano falido tornou-o no primeiro ator europeu a ser nomeado para o Óscar de Melhor Ator por um trabalho num filme falado em língua que não a inglesa.


Continuou a demonstrar o seu talento em filmes de culto como Otto e Mezzo (Fellini Oito e Meio, 1963), Lo Staniero (O Estrangeiro, 1967) e La Grande Bouffe (A Grande Farra, 1973).


Em 1972, iniciou uma longa relação afetiva com Catherine Deneuve de quem viria a ter uma filha, Chiara Mastroianni, que seguiria a carreira dos progenitores.


Mastroianni viria a ser nomeado por mais duas vezes para o Óscar de Melhor Ator: pelo seu trabalho em Una Giornata Particulare (Um Dia Inesquecível, 1977) de Ettore Scola, onde incorporou um atormentado homossexual, e por Oci Ciornie (Olhos Negros, 1987) de Nikita Mikhalkov onde interpretou o papel de um rico arquiteto que se arrepende de ter traído as convicções idealistas que defendera quando novo para embarcar num casamento por interesse com a filha de um banqueiro.


Trabalharia ainda com Federico Fellini em La Città Delle Donne (A Cidade das Mulheres, 1980) e Ginger e Fred (1986) e com Ettore Scola em La Nuit de Varennes (A Noite de Varennes, 1982). Marcou também presença em dois filmes portugueses: Sostiene Pereira (Afirma Pereira, 1996) e Viagem ao Princípio do Mundo (1997), que viria a ser o seu último filme.

Homenagem aos 90 anos de Marcello Mastroianni


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