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terça-feira, 5 de agosto de 2014

REUTERS ESPECIAL-Documentos sugerem que empresas estrangeiras auxiliaram ditadura no Brasil

ESPECIAL-Documentos sugerem que empresas estrangeiras auxiliaram ditadura no Brasil
terça-feira, 5 de agosto de 2014
 Página da chamada "lista negra". Ao lado dos nomes dos funcionários, está escrito à mão o número ou o nome do departamento em que eles trabalhavam. João Paulo de Oliveira, por exemplo, trabalhava na "Produção". REUTERS/Brian Winter.

Por Brian Winter

SÃO PAULO (Reuters) - Quando João Paulo de Oliveira foi demitido em 1980 pela Rapistan, um fabricante de esteiras transportadoras com sede em Michigan, nos Estados Unidos, seus problemas estavam apenas começando.

Nos anos seguintes, a ditadura militar no Brasil prendeu ou deteve Oliveira por cerca de 10 vezes. Carros de polícia passavam por sua casa nos subúrbios industriais de São Paulo, disse ele, e os oficiais faziam gestos intimidadores ou apontavam armas em sua direção.

     O crime aparente de Oliveira: ser um sindicalista durante uma época em que os militares consideravam greves como subversão comunista.

     "Eu costumava brincar que a minha casa era a mais segura no bairro com tanta polícia por perto", disse Oliveira, hoje com 63 anos. "Mas era difícil, realmente assustador, como uma tortura psicológica."

     Pior, disse ele, outras fabricantes locais se recusaram a contratá-lo por muitos anos depois, vagamente citando seu passado. Outros colegas tiveram o mesmo destino. "Nós sempre suspeitamos que as empresas estavam passando informações sobre nós para a polícia", afirmou. "Mas nunca soubemos com certeza."

     Evidências recentemente descobertas sugerem que as suspeitas de Oliveira eram bem fundamentadas.
Uma comissão apontada pelo governo para investigar abusos durante a ditadura no Brasil de 1964 a 1985 encontrou documentos que diz mostrarem que a Rapistan e outras empresas secretamente ajudaram os militares a identificar suspeitos "subversivos" e ativistas sindicais em suas folhas de pagamento.

     Empresas estrangeiras e brasileiras são citadas nos documentos, incluindo algumas das maiores montadoras do mundo: Volkswagen, Ford, Toyota e Mercedes-Benz, unidade da Daimler, entre outras.

     A Comissão Nacional da Verdade (CNV) ainda tem que publicar as suas conclusões, e as empresas não foram até aqui acusadas ​​de qualquer crime. Está em debate se elas colaboraram com a ditadura e se sim, em que medida. No entanto, defensores dos direitos humanos e alguns dos trabalhadores citados nos documentos dizem que podem mover ações cíveis ou legais como resultado das conclusões da comissão.

     Alguns trabalhadores querem que as empresas paguem reparações por salários perdidos. Outros, incluindo aqueles que duvidam que o relatório da CNV será conclusivo o suficiente para um caso nos tribunais, dizem que ficariam satisfeitos com um pedido de desculpas.

     A CNV foi instituída em 2012 pela presidente Dilma Rousseff, ela própria uma ex-militante de esquerda que foi presa e torturada por militares na década dos anos 1970.

     A comissão tem a tarefa de lançar nova luz sobre os abusos cometidos durante essa época, e quem foram os responsáveis por isso. A ditadura apoiada pelos Estados Unidos matou cerca de 300 pessoas, e torturou ou prendeu milhares mais, como parte do que o regime via como uma luta para parar o esforço de esquerdistas de transformar o Brasil em uma versão muito maior da Cuba de Fidel Castro.

     Dilma, que está concorrendo à reeleição em outubro, expressou a esperança de que um registro histórico mais completo ajudará a garantir que o Brasil, agora uma democracia próspera e um crescente poder econômico, nunca repita erros daquela época.

     As empresas, em geral, se beneficiaram das políticas conservadoras da ditadura. Acadêmicos há muito acreditam que as empresas locais e multinacionais ajudaram o regime a identificar os funcionários que estavam fomentando conflitos trabalhistas ou representavam uma suposta ameaça à estabilidade.

     Agora, os investigadores da comissão descobriram evidências que acreditam comprovar tal relação. A CNV planeja incluir as alegações no seu relatório oficial, previsto para sair em dezembro. Seus membros permitiram que à Reuters tivesse acesso a documentos com evidências sobre as empresas à medida que a investigação se aproxima do fim.
"LISTA NEGRA"

     Os documentos não fornecem um registro completo da repressão do Estado durante a ditadura. Alguns jornais da época foram queimados pelos militares ou desapareceram; alguns foram encontrados no ano passado nas casas de ex-oficiais depois que eles morreram; outros estão espalhados em arquivos do Estado.

     A descoberta mais valorizada da Comissão até aqui é um documento encontrado nos arquivos do governo do Estado de São Paulo que investigadores chamam informalmente de "lista negra".

     A lista datilografada contém os nomes e endereços residenciais de cerca de 460 trabalhadores de 63 empresas do ABC paulista, que às vezes é chamado de "Detroit do Brasil" por ter muitas montadoras estrangeiras baseadas na região.

     A lista, que data de início de 1980, foi elaborada pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), uma agência de inteligência da polícia que existia principalmente para monitorar e reprimir os esquerdistas. Historiadores dizem que o Dops deteve um número indeterminado de pessoas, incluindo a presidente Dilma, e torturou muitas delas.

A Volkswagen é a empresa que tem mais funcionários na lista do Dops, com 73. A Mercedes-Benz aparece em seguida, com 52.

     O documento não diz para qual finalidade o Dops usou a lista, ou quais critérios foram usados para selecionar os nomes. O documento também não indica como o Dops obteve as informações.

A advogada Rosa Cardoso, que lidera a subcomissão da CNV que investiga supostos abusos contra trabalhadores, disse que a lista parece ter sido usada para monitorar ativistas sindicais num momento em que os sindicatos da Grande São Paulo foram se tornando mais assertivos em suas demandas por melhores salários e condições de trabalho.   A lista, ou alguma versão dela, também pode ter sido distribuída a empresas para impedir os trabalhadores de conseguir emprego em outro lugar após serem demitidos, disse ela, com base em entrevistas que a comissão realizou.

     O documento inclui informações que, segundo Rosa, só podem ter sido fornecidas pelas empresas. Mais da metade dos nomes na lista têm o setor da fábrica onde os funcionários trabalhavam. Esse dado, escrito à mão ao lado dos nomes dos empregados, é altamente específico, denotando a função do departamento ("Manutenção") ou sua nomenclatura interna ("Setor 4530").

     "É uma prova de que essas empresas conspiraram para reprimir os seus trabalhadores", disse Rosa.

     Alguns estudiosos alertam que é possível que as informações sobre os trabalhadores tenham sido obtidas por outros meios --por exemplo, através de informantes dentro dos sindicatos ou pelo próprio Dops. Questionado sobre as explicações alternativas, Rosa disse: "Não com esse detalhe".

     Alguns documentos descobertos pela comissão indicam mais claramente que as empresas passaram informações para os militares.

     Investigadores encontraram uma carta de duas páginas da polícia civil de São Paulo para o Dops, datada de 9 de março de 1981, sobre David Rumel, então um médico para o sindicato dos metalúrgicos.

     A carta inclui data de nascimento e endereço residencial do Rumel, mas é mais concentrada em seu passado esquerdista. A carta observa que ele ingressou no Partido Comunista Brasileiro, como estudante, em 1971, e foi preso por cinco meses entre 1975 e 1976.

     Na carta, a polícia diz que a informação foi "recolhida pelo serviço de segurança Volkswagen do Brasil".
Em resposta a perguntas detalhadas da Reuters sobre se forneceu tais informações aos militares, a Volkswagen do Brasil disse que ainda não foi contactada pela CNV. No entanto, em um desenvolvimento que pode ser o primeiro do tipo no Brasil, a Volkswagen informou que vai iniciar a sua própria investigação.

     "Sem o conhecimento dos documentos concretos, não somos capazes de dar respostas a todas as suas perguntas", disse o porta-voz da Volkswagen Renato Acciarto via e-mail. "Mas a Volkswagen vai investigar todas as indicações para obter mais informações sobre a empresa e as instituições do Estado durante o período (do regime) militar."

     "A Volkswagen lançará luz sobre esse assunto para obter pleno conhecimento (do que aconteceu)", escreveu ele.

     A porta-voz do Dematic Group, com sede em Luxemburgo e que agora controla a Rapistan, Cheryl Falk, disse que a empresa "não tem documentação ou registros" em relação aos empregados em sua unidade brasileira em 1980.

     "Valorizamos nossos funcionários e respeitamos sua privacidade, e não iríamos tolerar a conduta alegada (pela comissão da verdade)", acrescentou ela.

A assessoria de imprensa da Mercedes-Benz no Brasil disse que a empresa "não confirma" que deu informações aos militares, e disse que "tem entre seus valores ser apartidária e zelar pela confidencialidade dos dados cadastrais de seus empregados".

     A Ford se recusou a comentar. A Toyota e a Fiat, que agora é dona da Chrysler, disseram não ter registros de possíveis abusos durante aquela época. "Gostaríamos de lembrar que estamos nos referindo a um período passado há mais de 30 anos", disse o Departamento de Relações Públicas da Toyota do Brasil.
A Reuters entrevistou 10 pessoas cujos nomes apareceram na "lista negra". A maioria relatou ter sido despedida pelas empresas no início dos anos 1980, na época que o documento apareceu. Alguns disseram que foram presos pelo menos uma vez, às vezes em piquetes. A maioria relatou problemas para encontrar trabalho mais tarde.

    Nenhum dos trabalhadores disse ter enfrentado tortura ou prisão prolongada nos anos após o surgimento da lista. Isso condiz com relatos de historiadores de que as táticas mais duras dos militares cessaram em grande parte em meados da década dos anos 1970, com grupos guerrilheiros armados diminuindo em número e generais mais moderados ganhando influência.

    Manoel Boni, de 59 anos, disse que foi demitido pela Mercedes-Benz depois de participar de uma greve em 1980. Nos anos que se seguiram, ele aplicou repetidamente para cargos como torneiro mecânico em outras montadoras fora de São Paulo, incluindo algumas fábricas que tinham vagas disponíveis para essa função.

    As empresas se recusaram a contratá-lo. Boni disse que dependeu por longos períodos de ajuda da igreja ou da assistência de amigos. Ele finalmente encontrou trabalho em uma pequena fábrica perto do centro de São Paulo.

    Quando viu a lista a qual a Reuters teve acesso pela primeira vez, Boni disse: "Meu Deus, meu Deus".

    "Setor 381", disse ele, lendo em voz alta a anotação manuscrita ao lado de seu nome. "Sim, isso era a inspeção de qualidade, onde eu trabalhava."

    Ele ficou em silêncio por um longo período, lendo outros nomes no documento. "Muitas coisas fazem sentido agora", disse ele, finalmente.

    Keiji Kanashiro, 70, foi assessor econômico para a Mercedes-Bens antes de perder o emprego em 1980. Nos anos seguintes, ele disse que muitas vezes enviou 20 currículos por semana, sem sucesso.

    Uma vez, Kanashiro disse que se reuniu com um representante de recursos humanos de uma outra grande montadora estrangeira na Grande São Paulo. "Ele me disse: 'Você está em uma lista, e você nunca mais vai trabalhar no setor privado de novo'", afirmou Kanashiro.
Nem todos na lista tiveram essas experiências ruins. Geovaldo Gomes dos Santos, que trabalhou na prevenção de acidentes para a Volkswagen, disse que sentiu como se seus chefes estivessem tentando empurrá-lo para fora da empresa no início dos anos 1980. Ele continuou no trabalho mesmo assim e, finalmente, se aposentou em 2003.

    De todo modo, ele tem lembranças vívidas dos anos duros. "Se você apoiou o sindicato, eles trataram você como um inseto", disse. "Eu gostaria de ver alguma justiça pelo que aconteceu com os outros."

         
    LEI DE ANISTIA COMPLICA AS COISAS

    A grande questão que paira sobre o trabalho da comissão da verdade é qual tipo de justiça é possível de ser feita.

    Diferentemente de alguns outros países na América do Sul que passaram por ditaduras durante a Guerra Fria, o Brasil nunca tinha visto um esforço assim para investigar abusos graves.

    Isso é em parte porque o regime militar do Brasil matou muito menos pessoas do que seus pares regionais. A ditadura na Argentina entre 1976 e 1983 matou até 30 mil pessoas-- cerca de 100 vezes o número de mortes no Brasil, em um país com cerca de um quinto da população brasileira. O regime militar do Brasil também foi capaz de negociar uma anistia abrangente para proteger os seus líderes da acusação antes de entregar o poder de volta aos civis em 1985.

    Como resultado, alguns juristas são cautelosos sobre as chances de processos judiciais bem-sucedidos.

    "Em tese, se uma empresa contribuiu ou se beneficiou da violação de direitos humanos, ela pode ser responsabilizada", disse o procurador regional da República e especialista em direito internacional de direitos humanos, Marlon Weichert. O Ministério Público é um órgão que poderia iniciar ações judiciais com base em conclusões da CNV.
Ciente do trabalho da comissão da verdade até o momento, Weichert disse por e-mail que os resultados são importantes, mas ressaltou que ele precisa ver a prova completa antes de dizer se e como um processo contra as empresas poderia ser fundamentado.

    No ano passado, o Ministério Público da Argentina apresentou acusações criminais contra três ex-executivos da Ford, que supostamente deram nomes, endereços e imagens de trabalhadores para as forças de segurança do país durante a ditadura. Alguns desses trabalhadores foram presos e torturados. Os três homens negam as acusações e se declararam inocentes. O caso ainda está fazendo seu caminho nas instâncias da Justiça argentina.

    No Brasil, a comissão da verdade pode convocar ou convidar as empresas que aparecem com mais frequência na "lista negra" para dar a sua versão da história nas próximas semanas, disse Sebastião Neto, que está supervisionando a investigação sobre as companhias.

       

    "VOCÊ TEM QUE PROVAR ISSO"

    Augusto Portugal, um ex-funcionário da Rolls-Royce que está na lista, está esperando por indenizações das empresas. Mas ele teme que se a comissão solicitar seu testemunho com base em provas inconclusivas, isso poderia fazer com que as empresas se escondam atrás de uma muralha de advogados.

    Portugal já entrevistou cerca de 30 pessoas na lista ao escrever uma tese de pós-graduação sobre o tema, e diz que não é completamente claro de onde a informação veio. "É óbvio que as empresas colaboraram (com os militares)", disse ele. "Mas você tem que provar isso."

    Também não está claro quão ativamente Dilma, apesar de seu passado, apoiaria qualquer esforço de acusação. Alguns em seu partido queriam incluir um apoio para uma "revisão" da lei de anistia de 1979 em seu programa de governo para a reeleição. Mas a proposta encontrou resistência por parte de alguns de seus assessores, que se preocupam com o fato de ela já ter muito trabalho com uma economia estagnada e uma popularidade em queda.

    Outros dizem que a atenção pública dada à comissão da verdade tem sido a sua própria recompensa, por despertar um debate mais amplo na sociedade sobre os crimes da época da ditadura. O jornal O Globo, que defendeu o regime militar, publicou um editorial no ano passado dizendo "que o apoio foi um erro" --o que levou a especulações de que outras empresas possam seguir o mesmo caminho em breve.

    Enquanto isso, alguns na lista se confortam por acreditar que no fim venceram.

    A agitação sindical nas montadoras instaladas na Grande São Paulo acabou se espalhando, enfraquecendo as forças armadas e levando a uma transição para a democracia em 1985. Do movimento sindical encorajado nasceu um novo partido político: o Partido dos Trabalhadores (PT).

    Um de seus fundadores, o ex-líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se presidente do Brasil em 2003. Dilma também é integrante do PT, e o Brasil agora tem algumas das leis trabalhistas mais generosos do mundo.

    "Lula sempre nos disse que, para realmente vencer em nossa batalha, tínhamos necessidade de fundar um partido e tentar mudar a sociedade", disse Kanashiro, o ex-empregado da Mercedes-Benz na lista, que agora é do PT em Brasília . "Nunca pensei que isso iria acontecer tão rápido. Mas isso não muda o fato de que nós queremos justiça para esses abusos."

Homens que marcaram O Século XX: Fidel Castro



Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, 13 de agosto de 1926) é um revolucionário comunista cubano, primeiro presidente do Conselho de Estado da República de Cuba (1976-2008). Até 2006 foi primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba .Líder da Revolução cubana em 1959.

Castro nunca foi eleito através de eleições diretas, não permitiu a criação de partidos de oposição, nem liberdade de imprensa – Cuba é considerado um dos países com menor liberdade de imprensa do mundo – durante o período em que esteve como líder do regime ditatorial cubano. Seu governo foi e continua sendo amplamente criticado pela comunidade internacional por violações aos direitos humanos.  Apesar das controvérsias, foi durante o governo de Castro que Cuba alcançou altos índices de desenvolvimento humano e social e deu diversos exemplos de solidariedade humanitária, como a menor taxa de mortalidade infantil das Américas8 , erradicação do analfabetismo  e da desnutrição infantil  , tratamento gratuito de mais de 124 mil vítimas do acidente nuclear de Chernobil , participação direta na luta pelo fim do Apartheid na África do Sul , treinamento de médicos do Timor Leste1, entre outros.

Líder e secretário-geral do partido desde sua fundação, em 1965, em 19 de abril de 2011, Fidel, que já havia entregue o cargo de presidente em 2006, foi substituído como secretário-geral do Partido Comunista Cubano por seu irmão, Raúl Castro, retirando-se oficialmente da vida política do país.

Ganhou o Prêmio Olivo da Paz do Conselho Mundial da Paz em 2011 pela coexistência pacífica entre as nações e por ser uma personalidade que contribuiu para o desarmamento.

Biografia
Infância e estudos
Castro nasceu fora do casamento na fazenda de seu pai em 13 de agosto de 1926.Seu pai, Ángel Castro y Argiz, foi um migrante de Cuba a partir da Galiza, noroeste da Espanha.  Ele tinha se tornado um bem sucedido produtor de cana-de-açúcar na fazenda de Las Manacas, em Birán, Província do Oriente, e depois do colapso do seu primeiro casamento, ele tomou sua serva doméstica, Lina Ruz González, como sua amante e mais tarde sua segunda esposa; juntos eles tiveram sete filhos, entre eles Fidel. Com 6 anos de idade, Castro foi enviado para viver com seu professor, em Santiago de Cuba,  antes de ser batizado na Igreja Católica Romana aos 8 anos. Ser batizado habilitou Fidel a estudar no colégio La Salle, em Santiago, onde regularmente se comportava mal, e por isso foi enviado ao financiamento privado, a escola jesuíta Dolores, em Santiago.  Em 1945 transferiu-se para o colégio jesuíta mais prestigiado, El Colegio de Belén, em Havana.  Embora ele tivesse um interesse em história, geografia e debatido em Belén, ele não se destacou academicamente, em vez disso dedicou boa parte de seu tempo a praticar esportes.

Em 1945, Castro começou a estudar Direito na Universidade de Havana.  Admitindo que ele era "politicamente analfabeto", se envolveu em ativismo estudantil,   e a violenta cultura gangsterista dentro da universidade.    Apaixonado por anti-imperialismo e opondo-se a intervenção dos Estados Unidos no Caribe    ele, sem sucesso, fez campanha para a presidência da Federação de Estudantes Universitários (Federación Estudiantíl Universitaria - FEU) com uma plataforma de "honestidade, decência e justiça".   Tornou-se crítico da corrupção e violência do governo do presidente Ramón Grau, com um discurso público sobre o assunto em novembro de 1946, que lhe valeu um lugar na primeira página de vários jornais.

Em 1947, Castro entrou para o Partido Socialista do Povo Cubano (Partido Ortodoxo), fundado pelo político veterano Eduardo Chibás. Uma figura carismática, Chibás defendeu a justiça social, o governo honesto, e liberdade política, enquanto que o seu partido estava exposto a corrupção e exigia reformas. Apesar de Chibás perder a eleição, Castro permaneceu empenhado em trabalhar em seu nome.  A violência estudantil em Grau logo se intensificou empregando líderes de gangues como policiais, e Castro logo recebeu uma ameaça de morte instando-o a deixar a universidade; recusando-se, começou a carregar uma arma e a cercar-se de amigos armados.   Nos anos posteriores dissidentes anti-Castro o acusaram de cometer assassinatos relacionados com gangues na época, mas isto permanecem sem comprovação.

Início da carreira política
Depois de graduado, dedicou-se de modo especial à defesa dos opositores ao governo, trabalhadores e sindicatos, denunciou as corrupções e atos ilegais do governo de Carlos Prío através do diário Alerta e das emissoras Radio Álvarez e COCO e se vinculou estreitamente ao Partido do Povo Cubano (Ortodoxo) que era liderado por Eduardo Chibás, partido pelo qual seria candidato a Representante nas eleições de 1952. O golpe de estado em 10 de março de 1952 por Fulgencio Batista, ao qual Fidel condenou no diário La Palabra e pretendeu levar aos tribunais, o convenceu da necessidade de buscar novas formas de ação para transformar a sociedade cubana.

Nos dias que se seguiram ao golpe, imprimiu em mimeógrafo e distribuiu clandestinamente sua denúncia. Uniu-se a jovens que editavam o periódico mimeografado clandestino, Son los Mismos, sugeriu a troca de seu nome pelo de El Acusador e foi co-editor desse novo órgão, onde assinou seus trabalhos apenas com seu segundo nome, Alejandro. Este mesmo pseudônimo utilizaria mais tarde em suas correspondências e mensagens.

Daquele grupo sairia o núcleo inicial de jovens que sob seu comando atacariam de assalto ao Quartel Moncada em Santiago de Cuba e de Céspedes, (Bayamo) em 26 de julho de 1953 e fundaria depois o Movimento Revolucionário 26 de Julho (M-26-7).

A história me absolverá

No julgamento que se seguiu pelas ações, assumiu sua própria defesa e defendeu o direito dos povos de lutarem contra a tirania. Condenado a quinze anos de prisão, começou a cumprir a pena na prisão de Boniato (Santiago de Cuba) e depois foi transferido ao Presidio Modelo (Isla de Pinos), onde reelaborou sua auto-defesa que levou o nome de A História me Absolverá, e teve sua primeira publicação e distribuição clandestinas em 1954 e desde então foi editada numerosas vezes em Cuba, como em muitos outros países e traduzido nos mais diversos idiomas.

Anistia
Após ser anistiado em maio de 1955 graças a um amplo movimento popular, ocorreu uma intensa tarefa periodística de caráter político através do diário La Calle e do semanário Bohemia e em aparições radio-auditivas e televisivas enquanto estruturava o movimento 26 de julho em escala nacional e internacional.

Novo exílio no México
Porém, ao começarem a censurar seus artigos e cerrar as vias e meios legais de expressão de suas ideias, decidiu seguir, apenas dois meses depois ao seu exílio no México onde trabalhou na preparação dos homens que o acompanhariam em seu intento de iniciar a luta insurrecional em Cuba, participou em atividades políticas, escreveu o Manifesto número um do Movimento 26 de Julho ao povo de Cuba que circulou clandestinamente na Ilha e firmou, com José Antonio Echeverría, presidente da FEU, o Pacto do México a favor da unidade das forças que se opunham à ditadura de Fulgêncio Batista.

Preparação da revolução
Em 1955 viajou aos Estados Unidos em busca de apoio dos emigrados cubanos neste país. Pronunciou discursos em Nova York e Miami. Ao fim de novembro de 1956, partiu do porto mexicano de Tuxpan, a bordo do Iate Granma, com várias dezenas de combatentes e em 2 de dezembro desembarcaram na praia Las Coloradas, próxima a Niquero (Oriente), e se abrigaram em Sierra Maestra onde permaneceu por mais de dois anos à frente do Exército Rebelde Cubano, do qual era comandante-em-chefe.

Neste ínterim, desenhou e guiou a tática e a estratégia da luta contra a ditadura batistiana, financiada e apoiada pelos estadunidenses e pela unidade de ação das forças opositoras revolucionárias. Comandou diversos combates que culminaram em vitórias de suas tropas, orientou a criação de novas frentes guerrilheiras em Oriente e Las Villas, trabalhou na preparação de leis fundamentais que deveriam promulgar-se uma vez alcançada a vitória e divulgou suas ideias nacional e internacionalmente, através de meios improvisados na própria Sierra Maestra como o periódico El Cubano Libre, a emissora Radio Rebelde - ainda atuante - e mediante entrevistas realizadas por periodistas cubanos e estrangeiros.

Pós-revolução
Depois do desmonte do regime ditatorial pela fuga de Batista em 1 de janeiro de 1959, convocou generais para consolidar a vitória da Revolução e marchou até Havana, onde entrou em 8 de janeiro. O Governo revolucionário instaurado o designou primeiramente Comandante em Chefe de todas as forças armadas e depois, em meados de fevereiro, Primeiro Ministro.

Fidel Castro visitou, após a vitória, os Estados Unidos.  A URSS deu apoio econômico e militar ao novo governo de Castro, comprando a maioria do açúcar cubano. A partir de então, Cuba passou a sofrer um embargo econômico por parte dos Estados Unidos. A este respeito Fidel Castro disse:

Nuestro pueblo heroico ha luchado 44 años desde una pequeña isla del Caribe a pocas millas de la más poderosa potencia imperial que ha conocido la humanidad. Con ello ha escrito una página sin precedentes en la historia. Nunca el mundo vio tan desigual lucha.
—Discurso de 1 de maio de 2003, em Havana.
Nosso povo heróico lutou 44 anos desde uma pequena ilha do Caribe, a poucas milhas da mais poderosa potência imperial que a humanidade já conheceu. Com ele escreveu uma página sem precedentes na história. Nunca o mundo viu uma luta tão desigual.
Imediatamente começou a impulsionar a criação de um novo aparato estatal, escreveu leis a favor dos setores mais desfavorecidos, entre essas leis encontra-se a lei de Reforma Agrária, que firmou ainda em Sierra Maestra em 17 de maio. Também fundou órgãos de novo tipo como o Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA, do qual foi seu primeiro presidente) e instituições culturais como a Imprensa Nacional de Cuba e o Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC). O anúncio de sua renúncia ao cargo de primeiro-ministro em meados de julho de 1959 pelos obstáculos colocados pelo presidente Manuel Urrutia às leis e medidas revolucionárias, motivou uma massiva exigência popular para que se reincorporasse ao mesmo e forçou a renúncia do presidente.

Fidel Castro discursando em Havana, 1978, imagem por Marcelo Montecino

Em 26 de julho retomou o cargo. A partir de então pode levar adiante, desde os primeiros anos posteriores ao triunfo da Revolução, medidas e atividades de grande envergadura para o desenvolvimento ulterior do pais em todas as ordens, como a nacionalização de empresas estrangeiras, a Reforma Urbana, o desenvolvimento da indústria nacional e a diversificação agrícola, a campanha de alfabetização, a nacionalização e gratuitidade do ensino em todos os níveis, a eliminação da saúde pública privada e do desporte profissional, a melhoria das condições de vida dos setores mais populares, o estabelecimento de vínculos com nações de todo o mundo e todos os sistemas sociais de governo, a incorporação de Cuba ao Movimento de Países Não Alinhados, a definição de uma política exterior independente, e a declaração do caráter socialista da revolução em abril de 1961.

Conseguiu, ademais, a unidade das forças revolucionárias e anti-imperialistas do país em organizações massivas como a Associação de Jovens Rebeldes (ARJ), os Comitês de Defesa da Revolução (CDR), as Milícias Nacionais Revolucionárias (MRN), a União de Pioneiros de Cuba (UCP), a Federação de Mulheres Cubanas (FMC) e outras de caráter mais seletivo e político. Escreveu textos fundamentais da história contemporânea de Cuba e da América Latina como os da Primeira (1960) e Segunda (1962) Declaração de Havana. Em abril de 1961 dirigiu pessoalmente as tropas que derrotaram a invasão mercenária em Playa Girón, financiada e organizada pelos Estados Unidos.

Sua intervenção em uma reunião com escritores e artistas na Biblioteca Nacional José Martí em junho de 1961, publicada depois sob o título Palavras aos Intelectuais, definiu aspectos da política cultural da Revolução ainda vigentes e facilitou a realização, em agosto deste mesmo ano, do Primeiro Congresso Nacional de Escritores e Artistas de Cuba.

Foi membro do conselho de direção de Cuba Socialista (1961-1967). Desde outubro de 1965, quando o PURCS tomou o nome de Partido Comunista de Cuba, (PCC), têm sido membro de seu Comitê Central e seu Primeiro Ministro.

Assim mesmo, ao constituir-se a Assembleia Nacional do Poder Popular em 1977, esta o elegeu Presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, cargos nos quais tem sido ratificado desde então. Por suas responsabilidades a frente do PCC, o Estado e o Governo cubanos tem sido o principal orientador e impulsor das estratégias de desenvolvimento do país em todos os sentidos, assim como o arquiteto da política internacional da Revolução Cubana.

Relações mundiais

Castro e o ex-presidente do Brasil Lula da Silva (na esquerda).
A partir de 1959 tem viajado a uma infinidade de países da América Latina, Europa, África e América do Norte, para representar Cuba em congressos e conferências dos mais diversos tipos e organizações, assim como em outras atividades oficiais e visitas amistosas. Em 1959 foi ao Brasil, onde foi recebido pelo presidente Juscelino Kubitschek. Anteriormente já havia se encontrado com o deputado Jânio Quadros (que depois viria a ser presidente do Brasil). Em 2012, o jornal alemão Die Welt noticiou que, no contexto na Crise dos Mísseis de 1962, diante dos riscos de uma possível invasão à ilha, Fidel Castro teria contratado antigos soldados nazis das SS para treinar os militares cubanos. A partir da repercussão da matéria, o Jornal de Noticias informa que os serviços secretos alemães teriam como certa a presença em Cuba de pelo menos dois dos quatro membros das SS convidados pelo regime de Fidel Castro, que teriam ido para Cuba ganhar salários quatro vezes superiores ao que um alemão médio auferia naquela época36 . Ainda, segundo a mesma fonte, no mesmo ano Fidel Castro teria tentado comprar armamento belga através de intermediários da extrema-direita alemã.

Em 13 de março de 1995, Fidel faz sua primeira visita à França, a uma potência ocidental desde a revolução de 1959. Na ocasião, Fidel declarou que a visita significava o fim do apartheid imposto a Cuba pelo Ocidente e atacou o bloqueio comercial imposto pelos Estados Unidos há mais de três décadas.

De especial significado tem sido sua presença nas cúpulas do Movimento de Países Não-Alinhados. Documentos políticos, discursos, intervenções, artigos e entrevistas suas têm sido difundidos em livros próprios ou compilações, em filmes e nos mais importantes órgãos de imprensa escrita e emissoras de rádio e televisão de Cuba e de todo o mundo. Em 1961 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz.

Várias universidades da Europa e América Latina lhe conferiram o título de Doctor Honoris Causa. Tem recebido também múltiplas condecorações por seu labor em prol das relações com outros países, assim como o Prêmio Mijail Sholojov outorgado pela União de Escritores da Rússia em 1995.

Transferência inédita e retirada de poder[editar | editar código-fonte]
Em 26 de julho de 2006, Fidel Castro ia a bordo de um avião que fazia a viagem entre as cidades cubanas de Holguín e Havana quando teve uma primeira hemorragia relacionada com a doença nos intestinos que o afastou da vida pública.

Não havia nenhum médico a bordo do avião, por isso o aparelho aterrou de emergência para que Fidel Castro fosse hospitalizado. A doença do líder histórico cubano foi então considerada segredo de Estado, mas foram mobilizados os melhores médicos e quatro meses depois, o médico espanhol José Luis Garcia Sabrido, chefe de cirurgia do hospital Gregório Marañón em Madrid, viajou até Cuba para acompanhar a situação38 .

Em 1 de agosto de 2006, Fidel Castro delegou em caráter provisório, por conta de uma doença intestinal que, segundo o próprio, seria grave,39 suas funções de comandante supremo das Forças Armadas, secretário-geral do Partido Comunista de Cuba e de presidente do Conselho de Estado (cargo máximo da República Cubana) ao seu irmão Raúl Castro, Ministro da Defesa. Inúmeras críticas surgiram, e em outubro de 2006 a imprensa mundial afirmou que ele tem um câncer,40 fato não confirmado.

Em 19 de fevereiro de 2008, Castro anunciou ao jornal do Partido Comunista, o Granma, que não se recandidataria ao cargo de presidente de Cuba, cinco dias antes de o seu mandato terminar.

O poder passou em definitivo para as mãos de seu irmão Raúl Castro após Fidel Castro decidir retirar-se do poder em 24 de fevereiro de 2008, após o parlamento definir a nova cúpula governamental.1 Cinco dias depois, Fidel anunciou que não aceitaria novamente, se eleito, o cargo de Chefe de Estado. Em uma mensagem publicada no jornal oficial Granma, ele escreveu e assinou:

Não aspirarei nem aceitarei - repito - não aspirarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-em-Chefe.
Ele também escreveu que estaria traindo sua consciência ocupando uma responsabilidade que requer uma mobilidade que não estaria mais em condições físicas de exercer.

Mesmo com a renúncia de Castro, o ex-presidente americano, George Bush, não retirou as sanções americanas impostas a Cuba. Fidel Castro diz que continuará escrevendo sua coluna no jornal cubano e não pode continuar no poder por insuficiência em sua saúde. Ele permaneceu como membro do parlamento após a sua eleição como um dos 31 membros do Conselho de Estado. Também manterá o cargo de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba.

Vida pessoal
Família
Com sua primeira esposa, Mirta Díaz Balart, Fidel Castro tem um filho chamado Fidel "Fidelito" Castro Díaz-Balart. Mirta e Fidel divorciaram-se em 1955, tendo ela se casado novamente e, após uma temporada em Madrid, teria voltado a residir em Havana para viver com Fidelito e sua família.  Fidelito cresceu em Cuba e por um período dirigiu a comissão para a energia atômica do país, tendo sido retirado do posto por seu pai.

Fidel tem outros cinco filhos com sua segunda esposa, Dalia Soto del Valle: Alexis, Alexander, Alejandro, Antonio e Ángel.

Durante seu casamento com Mirta, Fidel teve uma amante, Naty Revuelta, que lhe deu uma filha, Alina Fernández-Revuelta, que deixou Cuba em 1993 fazendo-se passar por uma turista espanhola e pediu asilo nos Estados Unidos, onde tem sido uma ferrenha crítica das ações políticas de seu pai.

Uma irmã de Fidel, Juanita Castro, vive nos Estados Unidos desde o início da década de 1960, tendo sido retratada num documentário de Andy Warhol em 1965.

Patrimônio
Em 2005 a revista Forbes especulou que o patrimônio de Fidel Castro atingiria aproximadamente 550 milhões de dólares. A Forbes chegou a esse número pela soma do patrimônio das empresas estatais do governo de Cuba. Com essa fortuna acumulada, especulou a revista, ele teria alcançado o décimo lugar na categoria "governantes e membros da realeza mais ricos do mundo".

A Forbes disse à BBC que, para estimar a presumível fortuna de Fidel, calculou o valor de mercado de várias empresas estatais cubanas, e atribuiu um percentual do valor assim obtido ao patrimônio pessoal de Fidel Castro. Um porta voz da revista confirmou à BBC que a revista não tem nenhuma prova de que Fidel Castro tenha contas bancárias no exterior, embora a revista mantenha que Fidel teria "uma fortuna".

Esses dados foram prontamente negados por Fidel, que considerou a notícia uma infâmia. Na oportunidade, Fidel Castro desafiou:

Se eles provarem que tenho um conta no exterior de 900 milhões, de um milhão, de 500 mil, de 100 mil ou de um dólar, eu renuncio a meu cargo e às funções que desempenho.
Fidel ainda alegou que a revista estaria ligada aos serviços de inteligência dos Estados Unidos, e afirmou que o presidente Ronald Reagan teria nomeado o editor da revista para o cargo de coordenador das transmissões de rádio da Voz da América dirigidas à União Soviética durante a Guerra Fria.  Ainda segundo Fidel, muitos meios de comunicação, por todo o mundo, estariam buscando, "de maneira suja e baixa, desprestigiar a Revolução, anular Cuba e pintar Castro como um ladrão".

Entre os bens de Fidel estão uma ilha particular, uma reserva pessoal de caça, uma marina com quatro iates de alto luxo e um barco de pesca, e pelo menos 20 residências, igualmente recheadas de conforto e um enorme aquário cheio de golfinhos, que o ex-ditador gostava de exibir a familiares e a amigos mais próximos.


 Fonte Wikipedia

Líder da Revolução Cubana denuncia “nova e repugnante forma de fascismo” que “está surgindo com notável força” no mundo.


Fidel Castro: Holocausto palestino em Gaza
Fidel Castro | Granma | Havana - 05/08/2014 - 12h24
Líder da Revolução Cubana denuncia “nova e repugnante forma de fascismo” que “está surgindo com notável força” no mundo.

Novamente, peço ao Granma que não dedique espaço de primeiro plano a estas linhas, relativamente breves, sobre o genocídio que se está cometendo contra os palestinos. Escrevo-as com rapidez apenas para deixar constância do que requer meditação profunda.
Penso que uma nova e repugnante forma de fascismo está surgindo com notável força neste momento da história humana, no qual mais de sete bilhões de habitantes se esforçam pela própria sobrevivência.

Nenhuma destas circunstâncias tem a ver com a criação do Império Romano há cerca de 2.400 anos, ou com o império norte-americano que, nesta região do mundo, há apenas 200 anos, foi descrito por Simón Bolívar quando exclamou que: “(...) os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar a América com misérias em nome da Liberdade”.
A Inglaterra foi a primeira real potência colonial que usou seus domínios sobre grande parte da África, do Oriente Médio, da Ásia, Austrália, América do Norte e muitas das ilhas antilhanas, na primeira metade do século 20.
Não falarei, nesta ocasião, das guerras e dos crimes cometidos pelo império dos Estados Unidos ao longo de mais de cem anos, mas só registrarei o que quis fazer com Cuba, o que fez com muitos outros países no mundo e só serviu para provar que “uma ideia justa desde o fundo de uma caverna pode mais do que um Exército”.
A história é muito mais complicada do que tudo o que foi dito, mas foi assim, em grandes traços, como a conheceram os habitantes da Palestina e, é lógico, igualmente, que nos meios modernos de comunicação se reflitam as notícias que diariamente chegam; assim ocorreu com a vexatória e criminosa guerra na Faixa de Gaza, um pedaço de terra onde vive a população do que restou da Palestina independente até apenas meio século atrás.
http://operamundi.uol.com.br/

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Israel e palestinos aceitam trégua de 72 horas mediada por Egito

Israel e palestinos aceitam trégua de 72 horas mediada por Egito
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
 Soldados israelenses voltam de Gaza para Israel nesta segunda-feira.  REUTERS/Baz Ratner

Por Yasmine Saleh e Lin Noueihed

CAIRO (Reuters) - Israel e as facções palestinas, incluindo o Hamas, que controla Gaza, aceitaram a proposta do Egito de cessar-fogo a partir das 8h de terça-feira no horário local (2h em Brasília) por pelo menos três dias.

O Egito também convidou Israel e os palestinos a comparecerem a negociações de alto escalão no Cairo com o objetivo de obter um acordo de longo prazo para encerrar a guerra, que já deixou quase 2 mil mortos.

“Esperamos que isso garanta um cessar-fogo permanente e restabeleça a estabilidade”, declarou o Ministério das Relações Exteriores egípcio em um comunicado.

Tanto Israel como o Hamas confirmaram terem aceitado uma trégua de 72 horas no conflito de quatro semanas. Israel lançou sua ofensiva em 8 de julho, depois de uma onda de foguetes disparados pelo Hamas.

Autoridades de Gaza disseram que 1.834 palestinos, a maioria civis, foram mortos. Israel confirmou que 64 de seus soldados morreram em combate, e os bombardeios palestinos mataram três civis em Israel.

Grupos palestinos, incluindo enviados do Hamas e da Jihad Islâmica, já estavam na capital egípcia, onde encontraram o chefe da inteligência do país nesta segunda-feira para apresentar suas principais exigências para pôr fim à violência, que já deslocou mais de um quarto dos 1,8 milhão de habitantes de Gaza e destruiu 3 mil residências.

Imediatamente após a reunião, o Egito comunicou as demandas a Israel, entre elas um cessar-fogo, a retirada de forças israelenses de Gaza, o fim do bloqueio do empobrecido enclave e a libertação de alguns prisioneiros.

Uma autoridade israelense, que não quis se identificar, deu a entender que Israel está disposto a tirar suas forças de Gaza como parte da trégua. “Concordamos em iniciar a implementação da iniciativa egípcia. Se o cessar-fogo for mantido, não haverá a necessidade da presença de forças (israelenses) na Faixa de Gaza”, afirmou.

Israel já começou a desacelerar sua ofensiva, dizendo que o Exército alcançou o principal objetivo da operação terrestre: a destruição dos túneis usados pelos militantes para se infiltrar em seu território.

Israel tinha rejeitado enviar uma delegação ao Egito para conversas sobre uma trégua, despertando dúvidas sobre a possibilidade de um acordo.

Uma autoridade palestina afiliada a uma das facções militantes disse que um cessar-fogo temporário ajudaria a abrir caminho para negociações mais abrangentes.

"Caso Israel concorde com um cessar-fogo de 72 horas, o Egito o convidaria a enviar uma delegação ao Cairo para conduzir negociações indiretas sobre todos os temas”, declarou.

O Egito já se posicionou como mediador em outros conflitos em Gaza, mas, como Israel, se opõe ao Hamas, e tem se empenhado em fechar um acordo que ponha fim aos conflitos.

Já o Catar, que apoia o Hamas, ficou de fora das conversas egípcias, mas manteve consultas com a Turquia e com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, com o propósito de encerrar a crise caso o Egito fracasse, disseram uma fonte do Golfo e uma autoridade do Hamas em Doha.

(Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi em Gaza, Ori Lewis em Jerusalém e Amena Bakr em Doha)

domingo, 3 de agosto de 2014

ORAÇÕES E LADAINHA A SÃO SEBASTIÃO CONTRA FOME , A PESTE E A GUERRA. Em especial aos irmãos palestinos e africanos

ORAÇÕES E LADAINHA A SÃO SEBASTIÃO CONTRA FOME , A PESTE E A GUERRA.  Em especial aos irmãos palestinos que padecem com a guerra em Gaza e os irmãos africanos que enfrentam uma epidemia do ebola. E pelo Brasil. Que Deus e São Sebastião tenham piedade de nossos irmãos e que estes males sejam extintos da terra.

Glorioso e invicto mártir São Sebastião, insigne protetor dos aflitos, desconsolados e trabalhadores que põem a confiança em Deus e esperam de sua benigníssima mão o remédio de suas aflições e necessidades.
Nós vos suplicamos com todo fervor, como advogado que também sois, que nos preserveis de todo contágio, peste e epidemias e que de tudo isso livreis nossas casas com vossa santa intervenção.
Fazei por nós o que tão contritamente vos suplicamos ………
Glorioso e invicto
Mártir São Sebastião.
Assim seja!


LADAINHA DE SÃO SEBASTIÃO
P. Senhor, tende piedade nós.
T. Senhor, tende piedade nós.
P. Cristo, tende piedade de nós.
T. Cristo, tende piedade de nós.
P. Senhor, tende piedade de nós.
T. Senhor, tende piedade de nós.
P. Cristo, ouvi-nos.
T. Cristo, ouvi-nos.
P. Cristo, atendei-nos.
T. Cristo, atendei-nos.]
P. Deus Pai do céu,
T. Tende piedade de nós.
P. Deus Filho Redentor do mundo,
P. Deus Espírito Santo,
P. Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
P. Santa Maria, Rainha dos Mártires,
T. Rogai por nós.
P. São Sebastião, Intrépido Capitão de Jesus Cristo,
P. Valente Defensor da Santa Igreja,
P. Fiel imitador dos Apóstolos,
P. Coluna Inabalável do Evangelho,
P. Invencível atleta da fé Católica,
P. Morada do Espírito Santo,
P. Farol da Santa doutrina cristã,
P. Estrela radiante de sabedoria e humildade,
P. Protetor contra as Guerras,
P. Radiante luzeiro de Justiça e caridade,
P. Guardião perpétuo da Juventude,
P. Defensor poderoso contra a fome e as epidemias,
P. Escudo vitorioso contra os ataques do Inferno,
P. Esmagador invicto dos inimigos da Fé,
P. Patrono e modelo dos militares,
P. Socorro imediato contra as doenças e as calamidades,
P. Restaurador da Paz entre os Homens,
P. Consolação e Esperança dos prisioneiros,
P. Profeta e Vítima do amor de Jesus Cristo,
P. Guerreiro defensor de vossos devotos,
P. Advogado dos desesperados e dos pecadores,
P. Querubim abrasado de zelo pela glória de Deus,
P. Porta Estandarte da Cruz,
P. Servo e mensageiro da Santíssima Trindade,
P. Príncipe dos mártires militares,
P. Auxilio urgente e eficaz em nossas necessidades,
P. São Sebastião, cujo corpo foi dolorosamente transpassado por setas,
P. São Sebastião, que fostes cruelmente humilhado e açoitado,
P. São Sebastião, que sofrestes um duplo e heróico martírio,
P. São Sebastião, que tudo renunciastes para ganhar a Cristo,
P. São Sebastião, manso como um cordeiro levado ao sacrifício,
P. São Sebastião, confortado pelos anjos em vosso martírio,
P. São Sebastião, coroado de Incomparável glória no céu,
P. São Sebastião, admirável Padroeiro do Rio de Janeiro,
P. São Sebastião, intercessor nosso junto ao trono do Altíssimo,
P. São Sebastião, cuja memória durará por todo os séculos,
P. São Sebastião, honra e glória da Igreja triunfante.
P. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo,
T. Perdoai-nos Senhor.
P. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo,
T. Ouvi-nos, Senhor.
P. Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo,
T. Tende piedade de nós.
P. Rogai por nós, glorioso São Sebastião,
T. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
P. OREMOS. Deus onipotente e misericordioso, destes a São Sebastião superar as torturas do martírio. Concedei que, celebrando o dia do seu triunfo, passemos invictos por entre as ciladas do inimigo, graças à vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
T. Amém.

ORAÇÃO A SÃO SEBASTIÃO

T. Glorioso mártir São Sebastião, /
 soldado de Cristo e exemplo de vida cristã, /
 que deste a vida em testemunho do Evangelho, / perseverando até o fim, /

 roga por nós, para que, inspirados pelo teu exemplo / e sustentados pela tua proteção, / sejamos também nós testemunhas do amor de Deus. /

Tu que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, / intercede junto ao Senhor para que aumente a nossa esperança na ressurreição. /

 Tu que viveste a caridade para com os irmãos, / pede a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos. /

 Enfim, glorioso mártir São Sebastião, / protege-nos contra a peste, a fome e a guerra; / protege nossa Cidade, tão marcada pela violência e pela maldade, / e defende-nos do pecado, / que é o maior de todos os males. / Assim seja.

São Sebastião
 glorioso mártir de Jesus Cristo
e poderoso advogado contra a peste,
defendei a mim,
minha família e todo o país
do terrível flagelo da peste
e de todos os males
para que servindo a Jesus Cristo
alcancemos a graça de participar
de vossa Glória no céu.

Amém


Na capital da Libéria, medo do Ebola atrasa resposta das autoridades

Na capital da Libéria, medo do Ebola atrasa resposta das autoridades
domingo, 3 de agosto de 2014
Por Derick Snyder

MONROVIA (Reuters) - Funcionários sanitários apareceram no distrito de Clara Town, em Monrovia, neste domingo para remover dois corpos de possíveis vítimas do vírus Ebola, quatro dias depois que eles morreram ali e não foram levados a um hospital.

Em um campo pantanoso em outro ponto da capital liberiana, o ministro da Saúde pediu que fossem cavadas 100 sepulturas para vítimas do perigosíssimo vírus tropical, mas apenas cinco buracos, rasos, parcialmente cheios de água, haviam sido preparados para a noite de sábado.

O hospital de Elwa em Monrovia, que está superlotado e com falta de funcionários, teve de se recusar a receber casos de Ebola nesta semana, um cenário exacerbado pela retirada de alguns dos trabalhadores internacionais depois da infecção de dois funcionários de saúde norte-americanos.

O receio de alguns funcionários, temerosos em manusear cadáveres infectados, e de comunidades que se recusam a enterrar seus mortos em regiões próximas colaborou para a desaceleração das ações governamentais dos países da África ocidental na campanha para controlar o pior surto de Ebola da história.

O vírus Ebola já matou 227 pessoas até agora na Libéria e pelo menos 826 pessoas na região, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nema Red, uma moradora de Clara Town, afirmou que os dois homens mortos cujos corpos estavam na rua há alguns dias mostraram sintomas de Ebola, como hemorragias e vômitos.

"Eles começaram a procurar ajuda da comunidade para que alguém os levasse a um hospital, mas os membros da comunidade correram por suas vidas ... os dois desistiram e caíram mortos no chão nas ruas de Clara Town", disse a moradora, que afirmou que os corpos estavam lá há quatro dias.

O ministro da Informação Lewis Brown confirmou que os corpos haviam sido recolhidos, mas afirmou que eles estavam ali há algumas horas apenas. "Eles já foram removidos", disse, acrescentando que suas casas estavam sendo desinfectadas e que seus parentes estariam sendo observados.

ENTERRO TUMULTUADO

O Ebola, que é fatal em mais de metade dos casos da atual epidemia, é transmitido diretamente pelo contato direto com o sangue ou os fluídos dos infectados, inclusive dos mortos.

O primeiro local de enterro coletivo de Monrovia, para 30 corpos, na empobrecida cidade de Johnsonville, foi abandonado pelos funcionários de Saúde depois que o proprietário da terra se recusou a vendê-la para o enterro de vítimas do Ebola.

Alguns dos corpos foram deixados flutuando em poças d'água dentro de sacos plásticos, o que levou a reclamações dos moradores.

Em um outro lugar, um grupo de pessoas enfurecidas se reuniram, gritando com funcionários sanitários que utilizavam roupas de proteção brancas e tentavam acalmar o grupo distribuindo panfletos informativos sobre a doença.

Soldados do exército da Libéria portando escudos e coletes à prova de balas chegaram à cena pouco depois. Uma fonte no ministério da Saúde disse que os corpos foram finalmente enterrados durante a noite com a ajuda de mais 40 trabalhadores.

Homens que marcaram O Século XX: Idi Amin Dada

Idi Amin Dada

3º Presidente de  Uganda
Mandato 2 de fevereiro de 1971
a 11 de abril de 1979



 Biografia

Idi Amin Dada (c. 1920 – 16 de agosto de 2003) foi um ditador militar e o terceiro presidente de Uganda entre 1971 e 1979. Amin se juntou ao King's African Rifles, um regimento colonial britânico, em 1946, servindo na Somália e no Quênia. Eventualmente, ele chegou a patente de Major-General no exército ugandense, e tornou-se Comandante antes de liderar um golpe de estado em 1971, depondo o então presidente Milton Obote. Mais tarde, como chefe de estado, ele se auto-promoveu para Marechal de Campo.

O governo de Amin ficou caracterizado por violações dos direitos humanos, repressão política, perseguição étnica, assassinatos, nepotismo, corrupção e má gestão econômica. O número de mortos durante seu regime ditatorial é estimado por observadores internacionais e grupos de direitos humanos como estando entre cem mil e quinhentos mil. Durante seus anos no poder, Amin deixou de ser um anticomunista com considerável apoio de Israel e passou a ser apoiado por Muammar al-Gaddafi, a União Soviética e a Alemanha Oriental. Entre 1975 e 1976, ele foi o presidente da Organização da Unidade Africana, um grupo criado para promover a solidariedade entre as nações no continente. Entre 1977 e 1979, Uganda foi membro da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Em 1977, quando o Reino Unido rompeu relações diplomáticas com o país, Amin declarou que havia derrotado os britânicos, adicionando "CBE", de "Conquistador do Império Britânico", aos seus títulos. Seu título completo era "Sua Excelência Presidente Vitalício, Marechal de Campo Alhaji Dr. Idi Amin Dada, VC, DSO, MC, CBE".

Após a Guerra Uganda-Tanzânia em 1978, onde Amin tentou anexar a região de Kagera, dissidentes conseguiram encerrar seu regime de oito anos, forçando seu exílio. Primeiro ele foi para a Líbia, depois para a Arábia Saudita, onde viveu até sua morte em 16 de agosto de 2003.



Primeiros anos

Amin nunca escreveu uma autobiografia ou autorizou algum relato oficial sobre sua vida, dessa forma, há discrepancias sobre quando e onde ele nasceu. A maioria das fontes biográficas afirmam que ele nasceu em Koboko ou Kampala por volta de 1925.nota 1 Outras fontes colocam seu nascimento em 1923 ou em 1928. De acordo com Fred Guweddeko, um pesquisador da Universidade Makerere, Amin era filho de Andreas Nyabire. Nyabire, um kakwa, converteu-se do catolicismo para o islamismo em 1910 e mudou seu nome para Amin Dada. Ele nomeou seu primeiro filho em sua homenagem. Abandonado pelo pai ainda jovem, Idi Amin cresceu com a família de sua mãe em uma fazenda no noroeste de Uganda. Guweddeko diz que sua mãe se chamava Assa Aatte, uma lugbara e herbalista tradicional que tratava os membros da realeza de Buganda, entre outros. Amin entrou em uma escola islâmica de Bombo no ano de 1941. Após alguns anos, ele saiu da escola tendo estudado apenas até a quarta série, trabalhando em bicos até ser recrutado como oficial pelo exército colonial britânico.

Vida

Alistado no Exército britânico, foi inicialmente ajudante de cozinha do regimento britânico King's African Rifles. Impressionou com seu 1,90 metro de altura, e os seus 110 quilos bem como a sua habilidade pugilística, que o converteram num campeão de boxe na categoria de pesos-pesados do seu país, de 1951 a 1960. Após a independência do país, em 1962, tornou-se chefe do Exército do presidente Milton Obote. Pouco tempo após assumir este cargo, Amin e Obote começaram a ter desavenças. A popularidade de Amin entre os militares e o atentado contra a vida de Obote em 1969 fizeram que ambos se tornassem rivais.  Sabendo que o então presidente planejava prende-lo por supostamente desviar fundos das forças armadas, Idi Amin deu um golpe de estado com a ajuda do exército ugandense em 25 de janeiro de 1971. Em uma transmissão de rádio ao povo ugandense, Amin falou que ele era um soldado e não um politico, e que ele libertaria todos os prisioneiros políticos e colocaria a economia do país em ordem novamente. Em 2 de fevereiro, ele se declarou Comandante-em-chefe das forças armadas e presidente vitalício, impondo disciplina militar a seu gabinete e colocou seus apoiadores em cargos proeminentes do seu governo. Obote e outros 20 mil soldados desertores e simpatizantes da oposição fugiram do país para o exílio em países vizinhos, como a Tanzânia.  Em retaliação, Idi Amin começou a expurgar oficiais de lealdade duvidosa do Exército, o que terminou com a morte de mais de 5 mil militares. Muitos intelectuais, artistas e políticos também começaram a ser presos sob suspeita de fazer oposição ao governo.

Após o golpe, depois de alguns meses de moderação, iniciou rapidamente a arbitrariedade como estilo de seu governo, que durou oito anos, sendo um regime brutal que deixou um país arruinado e 400 mil ugandenses mortos. As perseguições, as mortes e os desaparecimentos tinham natureza étnica, politica e financeira começaram pouco após sua chegada ao poder.

Demonstrando um temperamento megalômano, vingativo e violento, expulsou, em 1972, cerca de 40 mil asiáticos, descendentes de imigrantes do império britânico na Índia, dizendo que Deus lhe havia dito para transformar Uganda num país de homens negros. Uma figura grande e imponente, o seu comportamento excêntrico criou a imagem de um homem dado a explosões irregulares e foi chamado de "Big Daddy". Uma vez declarou-se "rei da Escócia", proibiu os hippies e as minissaias, e chegou a um funeral da realeza saudita usando um kilt. Certa vez (1999) disse a um jornal ugandense que gostava de tocar acordeão e de recitar o Alcorão. Ficou conhecido também por debochar de vários líderes internacionais: afirmava dar conselhos ao presidente americano Richard Nixon, criou o "Fundo Ugandense para a Salvação da Inglaterra" e cogitou a transferência da sede da ONU de Nova York para a capital de Uganda. Depois de assumir o poder (1971), tornou-se um ditador que violava os direitos humanos fundamentais durante um "reinado de horror", segundo a Comissão Internacional de Juristas.

Foi um dos déspotas mais sanguinários da África, tendo sido denunciado dentro e fora do continente por matar dezenas de milhares de pessoas durante seu governo. Algumas estimativas dizem que o número ultrapassa as cem mil pessoas. Muitos ugandenses acusavam o ex-campeão de boxe de manter cabeças decepadas no frigorífico, de alimentar crocodilos com cadáveres e de ter desmembrado uma de suas esposas. Alguns diziam que praticava canibalismo.

Rompeu relações diplomáticas com Israel, ordenou a expulsão de 90 mil asiáticos, a maioria comerciantes indianos e paquistaneses, e de vários judeus. Foi recebido, em 1975, pelo Papa Paulo VI como chefe em exercício da Organização da Unidade Africana. Foi notícia internacional em 1976 quando, depois do sequestro de um avião da Air France por terroristas palestinos e da intervenção das Forças de Defesa de Israel (FDI) na operação militar conhecida como Operação Entebbe (ocorrida no aeroporto de Entebbe - nome do aeroporto onde se sucederam os fatos, que fica nos arredores de Kampala, a 37 km do centro da cidade), foram libertados todos os reféns. O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal, pois Idi Amin na ocasião declarava-se neutro para a imprensa internacional, quando na verdade apoiava os sequestradores palestinos.

Rompeu em 1976 relações diplomáticas com o Reino Unido e, dois anos depois, fracassa um atentado contra ele nos subúrbios de Kampala. Após os assassinatos do bispo Luwum e dos ministros Oryema e Oboth Ofumbi em 1977, vários ministros e integrantes do governo de Amin o desertaram ou fugiram do país.   Em 1978, o apoio ao general Amin, dentro e fora de Uganda, havia declinado e com a economia e a infraestrutura da nação entrando em colapso devido a má gestão, fez com que o número de inimigos do seu regime aumentasse. Em novembro de 1978, o vice do presidente Amin, o general Mustafa Adrisi, foi gravemente ferido em um suspeito acidente de carro. As tropas leais a ele decidiram se amotinar. Idi Amin enviou forças do exército para enfrentar os amotinados, mas muitos já haviam fugido para a Tanzânia.6 Amin acusou o presidente daquele país, Julius Nyerere, de agressão contra Uganda, e ordenou a invasão de partes do território da Tanzânia e formalmente anexou uma seção da região de Kagera.

Em janeiro de 1979, o presidente tanzâniano Nyerere mobilizou o exército de seu país e contra atacou, com o apoio de grupos dissidentes ugandenses como a Frente de Libertação Nacional de Uganda (UNLA). As forças de Amin recuaram frente a contra-ofensiva e, apesar do apoio militar vindo do ditador líbio, Muammar al-Gaddafi, ele foi obrigado a fugir do país em 11 de abril de 1979, após a queda da capital Kampala.11 Ele fugiu então para a Líbia, mas teve de procurar um novo refúgio quando Gaddafi o expulsou do país. Recebeu então asilo da Arábia Saudita em nome da caridade islâmica, onde passou a viver até o fim de sua vida, acompanhado pelas suas quatro esposas e seus mais de 50 filhos. Quando o seu estado de saúde se agravou, em julho, uma de suas quatro mulheres pediu para voltar a Uganda para morrer, mas o atual governo negou o pedido, sob o argumento que se retornasse ao país seria julgado pelas suas atrocidades.

Morte

Gravemente doente foi internado na Unidade de Tratamentos Intensivos e morreu no Hospital Especialista Rei Faisal, em Jeddah, Arábia Saudita, de complicações devido à falência múltipla de órgãos. Foi enterrado na cidade saudita de Jeddah, onde viveu a maior parte do tempo desde que foi deposto (1979), num pequeno funeral horas depois de sua morte no sábado, 16 de agosto de 2003. Os ugandenses reagiram com uma mistura de alívio com a morte de um tirano sanguinário e de nostalgia por um líder que muitos aplaudiram por expulsar asiáticos que dominavam a vida econômica local.

Cultura popular

Em 2007, foi lançado o filme "The Last King of Scotland" ("O Último Rei da Escócia"), que retrata as atrocidades de Idi Amin. O ator Forest Whitaker estrela o filme encarnando o ditador ugandense, papel pelo qual conquistou o Oscar da Academia como melhor ator.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Terremoto no sudoeste da China deixa ao menos 175 mortos


Do UOL, em São Paulo 03/08/2014

http://noticias.uol.com.br/

Terremoto na China deixa mortos e feridos
3.ago.2014 - Diversas casas ficaram destruídas em uma área montanhosa na província de Yunnan, no sudoeste da China, após um terremoto de 6,1 graus de magnitude atingir a região neste domingo (3). Pelo menos 175 mortes foram confirmadas China Daily/Reuters
Um terremoto de 6,1 graus de magnitude registrado neste domingo (3) nas regiões montanhosas do sudoeste da China deixou pelo menos 175 mortos e dezenas de feridos, anunciou a agência oficial "Xinhua".

O Centro Sismológico da China informou que o terremoto aconteceu às 16h30 (5h30 em Brasília), com epicentro a 27,1 graus de latitude norte e 103,3 graus de latitude leste com uma profundidade de 12 quilômetros no condado de Ludian, de 266 mil habitantes, pertencente à cidade de Zhaotong, em Yunnan.



Epicentro do terremoto no sudoeste da China
O terremoto derrubou e causou dano a muitos edifícios, em particular nas construções mais antigas e residenciais. Foram derrubadas mais de 12 mil casas e danificadas outras 30 mil, detalhou a "Xinhua".

Mais de 120 mortes aconteceram no distrito de Ludian, no epicentro do terremoto, de acordo com a China News Service, a segunda agência oficial de notícias do país.

Quase 30 pessoas morreram em dois distritos vizinhos, todos no município de Zhaotong, segundo a mesma agência. Os outros mortos não tiveram a procedência divulgada.

Oficiais de polícia e paramilitares já se deslocaram para a região e começaram a montar 2.000 barracas, também levando camas e cobertores à região.

A administração provincial de Yunnan enviou uma equipede emergência de 30 pessoas ao epicentro do terremoto para avaliar a situação.

Segundo o jornal "South China Morning Post", o tremor pôde ser sentido em cidades próximas, como a capital provincial, Kunming, além de em Chongqing, Leshan e Chengdu, na província vizinha de Sichuan.

Alguns moradores já publicaram imagens das consequências do terremoto, em que é possível ver janelas e portas rotas ou paredes danificadas.

"Senti uma forte sacudida em meu apartamento, no quinto andar, e alguns objetos pequenos começaram a cair das estantes", contou um morador de Ludian à "Xinhua".

As pessoas saíram correndo de suas casas para a rua, e os serviços de luz e comunicações foram afetados.

O sudoeste da China é uma zona de frequente atividade sísmica e, nesta época do ano, também sofre com intensas chuvas, como as que mês passado causaram sérias inundações e deslizamentos de terra. O USGS (serviço meteorológico dos EUA que monitora os tremores pelo mundo) advertiu que "em geral a população dessa região vive em estruturas muito vulneráveis aos terremotos".


Um terremoto de magnitude 9,0 atingiu o nordeste do Japão, em 2011. O tremor deixou mais de 15 mil mortos e aproximadamente 3,2 mil pessoas desaparecidas. O terremoto, com epicentro no oceano Pacífco, a 400 km de Tóquio, a uma profundidade de 32 km, gerou ondas gigantes de 10 metros, que chegaram a uma velocidade de 800 km/h antes de atingir a costa japonesa Leia mais Lee Jin-man/AP
Histórico de tremores
O sudoeste da China, situado entre as placas tectônicas Euroasiática e da Índia, é cenário frequente de terremotos.

Os extremos montanhosos entre as províncias de Yunnan, Sichuan e Guizhu, de difícil acesso, registraram muitos terremotos nos últimos anos.

Em 1974, um tremor de 6,8 graus na mesma região matou mais de 1.500 pessoas.

Em setembro de 2012, outras 80 pessoas morreram em dois terremotos na região montanhosa entre Yunnan e Ghizhu.

Na vizinha Sichuan, uma das províncias de maior população da China, um terremoto de 8 graus em maio de 2008 deixou 87 mil mortos e desaparecidos. (Com agências internacionais)

Homens que marcaram O Século XX:Yitzhak Rabin


Yitzhak Rabin
Primeiro-ministro de Israel Israel
Mandato 3 de junho de 1974 -
22 de abril de 1977


Yitzhak Rabin ao lado de Bill Clinton e Yasser Arafat, num aperto de mãos que selaria o Acordo de paz de Oslo, no dia 13 de setembro de 1993.

Yitzhak Rabin (em hebraico יצחק רבין; Jerusalém, 1 de março de 1922 — Tel Aviv, 4 de novembro de 1995) foi um general e político israelense.

Quinto primeiro-ministro de Israel, no cargo entre 1974 e 1977, regressou ao cargo em 1992, exercendo funções até 1995, ano em que foi assassinado. Foi também o primeiro chefe de governo a ter nascido no território que se tornaria Israel e o segundo a morrer durante o exercício do cargo, além de ser o único a ser assassinado.

Em 1994, Rabin recebeu o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com Shimon Peres e Yasser Arafat. Ele foi assassinado pelo direitista radical israelense Yigal Amir, que se opunha à assinatura de Rabin do Acordos de Oslo.

Biografia
Yitzhak Rabin nasceu em Jerusalém, em 1 de março de 1922, Judeu, filho de pai nascido nos Estados Unidos e mãe nascida na Rússia, ambos imigrados para a então Palestina Britânica, quando tinha um ano de idade a sua família mudou-se para Tel-Aviv, onde cresceu e frequentou a escola1 . Seu pai morreu quando ele era um menino, e ele trabalhou em uma idade precoce para sustentar sua família.

Em 1941, já formado pela Escola de Agricultura Kadoorie, ingressa na Haganá, uma organização paramilitar judaica, e dentro desta no seu corpo de elite, o Palmach, onde foi oficial de operações. Durante a Guerra de Independência (1948-1949) comandou a brigada Harel que conquistou a parte Ocidental de Jerusalém. Com o cessar fogo de 1949, foi membro da delegação israelita nas negociações de paz com o Egito.

Em 1948, durante a Guerra árabe-israelense de 1948 contraiu matrimónio com Lea Schlossberg, sua esposa durante os seguintes 47 anos. O casal teve dois filhos, Dalia (Pelossof-Rabin) e Yuval.

Entre 1964 e 1968 exerceu as funções de Chefe do Estado-Maior do Exército israelita, tendo sido um dos responsáveis pela vitória de Israel na guerra de 1967, que o opôs o país aos seus vizinhos árabes.

Após se aposentar das Forças de Defesa de Israel, tornou-se embaixador nos Estados Unidos entre os anos de 1968 e 1973. Nesse ano regressa a Israel, onde é eleito deputado no Knesset (Parlamento), pelo Partido Trabalhista.

Foi Ministro do Trabalho no governo de Golda Meir. Com a queda do governo de Meir, em 1974, Rabin é eleito primeiro-ministro, mas demite-se em 1977.

Entre 1985 e 1990 é membro dos governos de unidade nacional, onde desempenhou as funções de Ministro da Defesa, tendo implementado a retirada das forças israelitas do sul do Líbano. Apanhado desprevenido pela Intifada de Dezembro de 1987, tenta, sem sucesso, reprimir o levantamento dos palestinos ordenando que os soldados quebrem os ossos dos manifestantes. Na ocasião, recebeu o pejorativo apelido de "quebra-ossos".

Em 1992 foi eleito líder do Partido Trabalhista, que conduz à vitória nas eleições legislativas de Julho desse ano, tornando-se primeiro-ministro pela segunda vez. Desempenhou um importante papel nos Acordo de Paz de Oslo, que criaram uma Autoridade Nacional Palestiniana com algumas funções de controle sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Em Outubro de 1994 assinou o tratado de paz com a Jordânia.

Foi galardoado com o Nobel da Paz em 1994 pelos seus esforços a favor da paz no Oriente Médio, honra que partilhou com o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Shimon Peres, e com o então líder da OLP, Yasser Arafat.

No dia 4 de Novembro de 1995 foi assassinado pelo estudante judeu ortodoxo Yigal Amir, militante de extrema-direita que se opunha às negociações com os palestinianos, quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis (hoje Praça Yitzhak Rabin) em Tel Aviv. Yigal foi condenado á prisão perpétua. A sua viúva faleceu em 2000 de câncer no pulmão. O túmulo do casal encontra-se no cemitério do Monte Herzl, Jerusalém em Israel.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ataque de Israel mata 10 e fere outros 30 em escola da ONU em Gaza

 Reuters
Ataque de Israel mata 10 e fere outros 30 em escola da ONU em Gaza
domingo, 3 de agosto de 2014
Por Nidal al-Mughrabi e Ari Rabinovitch

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Um ataque aéreo de Israel matou dez pessoas e feriu cerca de outras 30 neste domingo em uma escola da ONU ao sul da Faixa de Gaza, disse uma autoridade palestina, enquanto dezenas morreram no bombardeio israelense do enclave e o Hamas disparava foguetes contra Israel.

O Exército israelense disse que está investigando o ataque, o segundo a uma escola em menos de uma semana.

A mídia israelense, no 27º dia de combate, reportou que a maioria das tropas israelenses havia saído de Gaza e imagens da Reuters TV mostraram a coluna de tanques israelita e dezenas de homens da infantaria deixando o enclave.

Um porta-voz do exército de Israel chegou a chamar o movimento de retirada, mas disse que os residentes de alguns bairros palestinos evacuados foram avisados pelo exército de que poderiam voltar.

"As tropas estão no meio de uma redistribuição a outras partes da fronteira", disse o tenente-coronel Peter Lerner.

"Estamos de fato liberando as tropas da linha de frente, mas a missão está em curso. As forças terrestres estão operando. Forças aéreas estão operando."

Na cidade de Rafah, onde o exército tem combatido militantes, um míssil de aeronave israelente atingiu a entrada da escola, onde palestinos que deixaram suas casas estavam se abrigando, disseram testemunhas e médicos.

Ashraf Al-Qidra, porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, disse que dez pessoas foram mortas e 30 feridas.
Robert Serry, Coordenador Especial da ONU no Oriente Médio, disse que o ataque nas proximidades da escola em Rafah, abrigando 3 mil pessoas, causou múltiplas mortes e lesões.

"É simplesmente intolerável outra escola ter sido alvo de fogo quando foi designada para providenciar abrigo para civis que fogem das hostilidades", disse.

Na quarta-feira, pelo menos 15 palestinos que haviam se refugiado em uma escola da ONU, no campo de refugiados Jabalya, foram mortos em combates, e a ONU disse que parecia que a artilharia israelense atingiu o edifício.

Os militares israelenses disseram que homens armados haviam disparado morteiros a partir da escola, e os soldados responderam com tiros.

PRESSÃO

Mais cedo no domingo, um ataque de Israel deixou pelo menos 30 mortos na Faixa de Gaza, um dia depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, prometer manter a pressão contra o Hamas, embora o Exército tenha concluído sua missão principal, que é destruir uma rede de túneis usados para atacar Israel.

Netanyahu diz que a facção dominante do Hamas em Gaza possui responsabilidade final pelas vítimas civis, acusando homens armados e esquadrões de lançamento de foguetes de usar residentes em áreas densamente povoadas como "escudos humanos".

Ashraf Goma, líder do Fatah e residente de Rafah, disse que o exército israelense estava bombardeando a cidade a partir do ar, terra e mar, e os habitantes não podiam cuidar dos feridos e dos mortos.
"Os corpos dos feridos estão sangrando nas ruas e há corpos nas ruas, sem que ninguém possa resgatá-los."

"Eu vi um homem em uma carroça trazendo sete corpos para o hospital. Corpos estão sendo mantidos em geladeiras de sorvete, de flores e coolers", disse Goma à Reuters.

O exército israelense disse que mais de 55 foguetes foram atirados de Gaza em Israel no domingo.

As tropas israelenses descobriram um esconderijo de 150 morteiros no sul da Faixa de Gaza. Eles entraram em confronto com combatentes palestinos que haviam surgido a partir de um túnel e com os outros que se preparam para lançar um míssil anti-tanque de uma casa na área, disse um comunicado do exército.

No Cairo, esforços para encontrar uma nova trégua devem ser retomados no domingo.

Uma delegação dos grupos militantes palestinos Hamas e da Jihad Islâmica chegou à capital egípcia, mas um avanço rápido parece improvável na ausência dos representantes de Israel.

Depois de acusar o Hamas de violar o cessar-fogo acordado pelos EUA e a ONU na sexta-feira, Israel disse que não iria enviar emissários, como anteriormente previsto.

sábado, 2 de agosto de 2014

Homens que marcaram O Século XX: Ariel Sharon


Ariel Sharon
אריאל שרון

Primeiro-ministro de Israel Israel
Mandato 7 de março de 2001 -
14 de abril de 2006

Ariel Sharon (em hebraico: Loudspeaker.svg? אריאל שרון, em árabe: أرئيل شارون, Ariʼēl Sharōn, também conhecido pelo seu diminutivo Arik, em hebraico: אַריק, nascido Ariel Scheinermann, em hebraico: אריאל שיינרמן‎ Kfar Malal, Sharon, 26 de fevereiro de 1928 — Tel Aviv, 11 de janeiro de 2014), foi um político e militar israelita que serviu como 11º primeiro-ministro de Israel até ele ficar incapacitado por um acidente vascular cerebral.

Sharon era um comandante do Exército de Israel desde a sua criação em 1948. Como paraquedista e, em seguida, como oficial, ele participou com destaque na Guerra de Independência de 1948, tornando-se comandante de pelotão na brigada Alexandroni e participando de muitas batalhas, incluindo a Operação Ben Nun Alef. Ele foi uma figura fundamental para a criação da Unidade 101, e as operações de represália, assim como na Crise do Suez em 1956, a Guerra dos Seis Dias de 1967, a Guerra de Desgaste, e a Guerra do Yom Kipur, de 1973. Como ministro da defesa, liderou a Guerra do Líbano de 1982.

Durante sua carreira militar, ele foi considerado o maior comandante de campo da história de Israel, e um dos maiores estrategistas militares de seu país.2 Depois de seu ataque do Sinai na Guerra dos Seis Dias e seu Cerco do Terceiro Exército Egípcio na Guerra do Yom Kippur, o povo israelense lhe o apelidou de "O Rei de Israel" e "O Leão de Deus".

Depois de se aposentar do exército, Sharon se juntou ao partido Likud, e serviu em vários cargos ministeriais nos governos liderados pelo Likud em 1977-1992 e 1996-1999. Ele se tornou o líder do partido, em 2000, e serviu como primeiro-ministro de Israel de 2001 a 2006.

Em 1983, Sharon foi responsabilizado pessoalmente pelo massacre de civis palestinos, perpetrado por falangistas libaneses com apoio das forças de ocupação israelenses, nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, durante a Guerra do Líbano de 1982 (junho a setembro de 1982). A pedido dos falangistas, as forças israelenses cercaram Sabra e Shatila e bloquearam as saídas dos campos para impedir a saída dos moradores e facilitar o massacre.

Na ocasião, Sharon era ministro da defesa e, segundo a comissão Kahan, instituída pelo governo de Israel, ele não tomou as medidas de segurança necessárias a impedir o previsível massacre dos refugiados pelos falangistas. A Comissão Kahan recomendou a remoção de Sharon como ministro da defesa, ele renunciou depois de inicialmente recusar-se a fazê-lo. Em 2003, maior corte de apelações da Bélgica decidiu que Ariel Sharon, já então primeiro-ministro Israel, poderia ser julgado por crimes de guerra, quando deixasse o cargo. O processo contra Sharon foi aberto graças à lei de jurisdição universal, criada na Bélgica em 1993, que permite que pessoas acusadas de cometer crimes de guerra sejam julgadas, independentemente do local onde os crimes tenham sido cometidos. Sharon nunca foi julgado pelos massacres.

Na década de 1970, 1980 e 1990, Sharon defendeu a construção de colônias israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. No entanto, como primeiro-ministro, entre 2004-2005 orquestrou a retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza, alegando razões de segurança. Algum tempo depois, em 2008, as Forças de Defesa de Israel realizariam um devastador ataque à Faixa — a Operação Chumbo Fundido.

Enfrentando uma forte oposição a esta política dentro do Likud, em novembro de 2005 ele deixou o partido para formar um novo, o Kadima. Era esperado que Sharon vencesse a próxima eleição e que ele também planejasse a desocupação da maior parte da Cisjordânia, mediante uma série de retiradas decididas unilateralmente.5 6 7 No entanto, Sharon sofreu um derrame em 4 de janeiro de 2006 e foi deixado em um estado vegetativo permanente até sua morte, oito anos depois.8


Biografia


Ariel Sharon nasceu no moshav (assentamento agrícola judeu) de Kfar Malal, no então Mandato Britânico da Palestina. Seu pai era um judeu de origem lituana e sua mãe uma judia russa. Os pais de Sharon fizeram parte da Segunda Aliá, um movimento sionista-socialista com orientação secular.

Em 1942, com a idade de 14 anos, Sharon entrou na Gadna, uma força paramilitar formada por jovens, e mais tarde ingressou no Haganá, força paramilitar judaica clandestina que lutava pelo fim da administração britânica da Palestina.

Quando o estado de Israel foi criado, em 1948, as milícias do Haganá formaram a base das forças armadas do país, Sharon tornou-se comandante das tropas da Brigada Alexandroni. Depois de enfrentar a Legião Árabe jordana durante a segunda batalha de Latrun, teve um grave ferimento na virilha durante uma tentativa frustrada de libertar judeus sitiados em Jerusalém.

Em 1949 foi promovido a comandante da companhia e, em 1950, a oficial de inteligência do Comando Central. Ele então abandonou o cargo para estudar História e Cultura do Oriente Médio na Universidade Hebraica de Jerusalém. Um ano e meio depois, ele pediu para voltar à atividade militar, agora no cargo de major. Em agosto de 1953, por ordem do primeiro-ministro David Ben-Gurion, Sharon fundou e passou a comandar a Unidade 101, a primeira das forças especiais do Tsahal.

A Unidade 101 realizou uma série de ataques contra os vizinhos palestinos, o que trouxe mais confiança a Israel e fortaleceu sua resistência. Entretanto, a unidade também foi criticada por ter atacado civis e soldados palestinos, no conhecido episódio do massacre de Qibya, no outono de 1953, quando cerca de 60 civis palestinos foram mortos num ataque, na Cisjordânia. O próprio Sharon explodiu casas com civis palestinos dentro. No documentário Israel e os árabes: 50 anos de guerra, Ariel Sharon recorda o confronto, que foi duramente condenado por muitos países ocidentais, inclusive pelos Estados Unidos:

Eu fui chamado para ver Ben-Gurion. Era a primeira vez que eu o encontrava, e, logo no início, Ben-Gurion me disse: 'Deixe-me contar-lhe uma coisa: não importa o que o mundo diga sobre Israel, não importa o que digam a nosso respeito em nenhum lugar. A única coisa que importa é que nós podemos existir aqui, na terra de nossos ancestrais. E, a menos que mostremos aos árabes que há um alto preço a ser pago pelo assassinato de judeus, nós não iremos sobreviver.'
Pouco tempo depois, apenas meses depois de sua fundação, a Unidade 101 foi incorporada à 202 Brigada de Patrulheiros (da qual afinal Sharon tornar-se-ia comandante), que continuou a atacar alvos militares e civis, culminando no ataque à delegacia de polícia de Qalqilyah, no outono de 1956.

Sharon é viúvo duas vezes. Logo após tornar-se instrutor militar, casou-se pela primeira vez, com Margalit. O casal teve um filho, Gur. Margalit morreu num acidente de carro em 1962. Gur morreu em outubro de 1967, depois que um amigo feriu-o acidentalmente quando brincava com um velho rifle de Sharon. Depois da morte de Margalit, Sharon casou-se com Lily, irmã mais nova da primeira esposa. Eles tiveram dois filhos: Omri e Gilad. Lily Sharon morreu de câncer em 2000.

Carreira política

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, o presidente dos Estados Unidos George W. Bush, e Ariel Sharon, em Aqaba, junho de 2003.
Sharon ingressou na carreira política durante o governo do primeiro-ministro Menachem Begin. Sharon foi filiado ao partido Mapai, de esquerda, durante as décadas de 40 e 50. Entretanto, depois de afastar-se da vida militar, Sharon foi importante para a criação do Likud, partido liberal de centro-direita, em julho de 1973. O Herut, o Partido Liberal e outros setores independentes foram incorporados ao Likud e Sharon tornou-se coordenador da campanha para as eleições, marcadas para novembro do mesmo ano. Todavia, duas semanas e meia depois do início da campanha eleitoral, eclodiu a Guerra do Yom Kippur e Sharon foi chamado para comandar as forças militares. Em dezembro de 1973, Sharon foi eleito para a Knesset (Parlamento), mas um ano depois, cansado da vida política, renunciou.

De junho de 1975 até março de 1976, Sharon foi assessor especial do primeiro ministro Yitzhak Rabin, trabalhando como um de seus conselheiros militares. Com a aproximação das eleições de 1977, Sharon tentou voltar ao Likud e substituir Menachem Begin como presidente do partido. Tentou convencer Simcha Ehrlich, que comandava o bloco do liberal do partido, de que ele teria mais chances do que Begin para vencer as eleições, mas não teve sucesso. Depois disso, tentou ingressar novamente no Partido Trabalhista e no centrista Dash, mas foi rejeitado por ambos. Formou então o seu próprio partido, o Shlomtzion, e conseguiu obter duas cadeiras no Knesset nas eleições subsequentes. Logo após as eleições, fundiu o Shlomtzion com o Likud e tornou-se Ministro da Agricultura.

Nessa época, apoiava o Gush Emunim, movimento que encorajava os assentamentos judeus na Judeia e Samaria (território conhecido pela comunidade internacional como Cisjordânia). Sharon usou de sua posição para estimular a criação de uma rede de assentamentos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e assim prevenir a possibilidade de retorno dos civis palestinos expulsos de lá. Conseguiu dobrar o número de assentamentos judeus naqueles territórios ocupados por Israel desde a guerra dos seis dias, em 1967.

Depois das eleições de 1981, Menachem Begin recompensou Sharon por sua importante contribuição para a vitória apertada do Likud, nomeando-o Ministro da Defesa.

No ano seguinte, Sharon dirigiu as operações de evacuação do Sinai, nomeadamente da cidade de Yamit - que algumas centenas de colonos judeus irredutíveis se recusavam a deixar. Tropas do exército foram enviadas para retirá-los à força e demolir suas casas, na chamada "Operação Pomba Vermelha". A difusão do episódio pela televisão marcou por muito tempo a opinião pública de Israel.

Como ministro da Defesa, Sharon passou a apoiar e atiçar os cristãos contra os muçulmanos no Líbano, com o objetivo de fazer daquele país um posto avançado de Israel. Em 1982, após repetidos ataques da OLP ao longo da fronteira do Líbano - então em guerra civil - tropas de Israel invadiram Beirute. Na mesma ocasião falangistas libaneses maronitas invadiram dois campos de refugiados palestinos - Sabra e Shatila - situados em área controlada pelo exército israeliano. Nesse episódio, segundo a Cruz Vermelha Internacional, 452 civis palestinos foram assassinados - embora outras fontes estimem o número de vítimas em até 3500 pessoas.

Mais de 500.000 israelianos se manifestaram contra o massacre e em 8 de fevereiro de 1983, a comissão de inquérito oficial, dirigida pelo presidente da Corte Suprema de Israel, o juiz Yitzhak Kahan, publicou seu relatório, responsabilizando pessoalmente Ariel Sharon por não ter ordenado as medidas de segurança necessárias a impedir o previsível massacre. Assim, Sharon foi obrigado a deixar o Ministério.

Mesmo depois de ser forçado a deixar o cargo, continuou na vida política fazendo parte de sucessivos governos: como ministro sem pasta (1983–1984), Ministro do Comércio e Indústria (1984–1990) e Ministro da Construção para Habitação (1990–1992). Durante este período, era rival do então Primeiro Ministro Yitzhak Shamir, mas não foi bem sucedido ao tentar substituí-lo como presidente do governista Likud nas várias oportunidades que teve.

A rivalidade entre Shamir e Sharon teve seu ponto alto durante a "Noite dos microfones", em fevereiro de 1990, quando Sharon tomou o microfone de Shamir, que falava para o Comitê Central do Likud, e exclamou a frase que tornar-se-ia famosa: "Quem está varrendo o terrorismo?". A insinuação era que apenas Sharon sabia como desencorajar e acabar com os ataques. O incidente ficou marcado como uma tentativa aparente de derrubar a liderança de Shamir no partido.

Durante o governo de Benjamin Netanyahu (1996-1999), Sharon foi Ministro da Infraestrutura Nacional e Ministro das Relações Exteriores (1998-1999). Com a vitória de Ehud Barak, do Partido Trabalhista, que assumiu o governo, Sharon tornou-se líder do Likud. Depois do colapso do governo de Barak, Sharon foi eleito Primeiro-Ministro de Israel, em fevereiro de 2001.

Fundação do Kadima
Em 21 de novembro de 2005, Ariel Sharon renunciou ao cargo de presidente do Likud e dissolveu o parlamento para formar um novo partido de centro chamando Kadima (Avante).

Saúde

Agravamento e internação
A doença de Ariel Sharon cobre uma série de problemas médicos que o primeiro-ministro israelense teve, especialmente ao final de 2005 e início de 2006, quando ele sofreu dois derrames, sendo o último muito grave.

Durante muito tempo permaneceu desconhecido o real peso de Ariel Sharon, ainda que pela sua aparência de forma geral, seja possível presumir que ele seja obeso. Amnon Dankner, editor da Maariv, especulou que o próprio Sharon não conhecia seu peso: "Pode ser verdade que o Primeiro-Ministro não saiba quanto ele pesa… visto que pessoas gordas não gostam muito de saber quanto elas pesam". Depois do primeiro derrame de Sharon, no final de 2005, os médicos informaram que Sharon pesava aproximadamente 118 quilos (ou 260 libras), quase 40 quilos acima do peso ideal para a sua altura (1,74 m ou 5'7"), o que pode ser diagnosticado como obesidade mórbida. A obesidade por si só pode não ter sido necessariamente a causa do derrame, porém as condições associadas, como colesterol alto, podem. A dieta de Sharon, segundo dizem, incluiria numa típica refeição ao fim do dia, bisteca ao molho chimichurri, costeletas de carneiro, kebab e uma variedade de saladas, seguida por um bolo de chocolate. Durante uma entrevista ele comeu uma lata inteira de batatas Pringles. Yediot Aharonot relata que seu comboio regularmente parava para comer em lanchonetes de fast food em Jerusalém. Segundo as reportagens, ele ria das tentativas das pessoas de forçarem-no a fazer dieta, incluindo as tentativas feitas por seus filhos, depois do seu derrame em dezembro de 2005. O Presidente dos EUA George W. Bush encorajava-o a fazer exercícios, dizendo: "Eu preciso de você saudável". Sharon frequentemente brincava sobre o seu próprio peso. Em outubro de 2004 quando perguntaram-lhe por que não vestia um colete à prova de balas por causa das frequentes ameaças de morte que recebia, Sharon sorriu e retrucou : "Não há um que seja do meu número".

No dia 18 de dezembro de 2005, Sharon foi enviado ao hospital de Hadassah Ein Kerem depois de sofrer um derrame brando, mais especificamente um tipo relativamente pouco comum de derrame chamado embolia paradoxal, na qual um coágulo da circulação venosa passa para a circulação arterial através de um orifício entre o átrio direito e o átrio esquerdo e vai para o cérebro, causando perturbações na fala e no andar. No seu caminho ao hospital Sharon perdeu a consciência, mas recuperou-a logo depois. Segundo foi reportado, ele quis deixar o hospital à tarde, pouco tempo depois da sua chegada, mas os médicos recomendaram que ele ficasse por mais um dia. Sharon passou dois dias no hospital e teve o problema do pequeno orifício no coração reparado através de um procedimento cirúrgico conhecido como cateterização cardíaca. Isto ocorreu nos primeiros dias de 2006.

Morte

No dia 4 de janeiro de 2006, Sharon sofreu um segundo derrame, muito mais grave. Houve uma hemorragia cerebral maciça que os médicos conseguiram sanar depois de duas operações separadas feitas na manhã seguinte. Sharon foi colocado em um respirador artificial. Alguns boletins sugeriram que ele estava com paralisia no corpo da cintura para baixo, outros disseram que ele lutava pela vida. As suas obrigações no governo foram entregues ao vice-primeiro-ministro Ehud Olmert.

Sharon estava tomando anticoagulantes desde o primeiro derrame para prevenir a formação de outro coágulo, todavia essas drogas ao mesmo tempo que impedem a coagulação do sangue, aumentam também a ocorrência de casos de hemorragia além de gerar outras complicações no caso de uma intervenção cirúrgica na caixa craniana.

Ariel Sharon morreu no dia 11 de janeiro de 2014, aos 85 anos, em Tel Aviv, depois de permanecer por oito anos em estado vegetativo.

Reação internacional
Mundo árabe e muçulmano
A reação entre os palestinos foi variada. O Hamas disse que o Oriente Médio ficaria bem melhor sem Sharon. O antigo líder da Frente pela Libertação da Palestina, Ahmed Jibril, disse para a Associated Press: "podemos dizer que Deus é grande e ele pode vingar-se deste açougueiro, nós agradecemos a Deus por esta dádiva e que Ele o conserve vivo e lúcido".15 O líder da Jihad Islâmica Anwar Abu Taha teria dito o seguinte: "Nós não nos importamos com sua saúde e que ele vá para o inferno, quer ele viva ou morra...".

Segundo a Agência de Notícias Iraniana dos Estudantes, em 6 de janeiro, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad falou aos clérigos xiitas da cidade de Qom e contou-lhes que estava esperando pela morte de Sharon. Os Estados Unidos rapidamente condenaram o comentário de Ahmadinejad classificando-o de "odioso e repugnante". O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack chamou as afirmações de Ahmadinejad de "parte de um contínuo e inventivo fluxo de ódio".15

Estados Unidos e Europa

O Presidente dos Estados Unidos da América George W. Bush emitiu uma declaração em que disse que compartilha das preocupações do povo de Israel e que "todos nós [dos EUA] estamos rezando para a recuperação dele [Sharon]".

O televangelista Pat Robertson disse em 5 de janeiro durante uma edição do seu programa, The 700 Club, que "Deus estava punindo Sharon por ele ter dividido Israel". Ele ainda sugeriu que o ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin que foi assassinado em novembro de 1995 pelo mesmo motivo, contudo as opiniões, ainda, continuam muito controversas sobre a questão.

Cotações dia: 02/08/2014

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http://economia.uol.com.br/cotacoes/

Mossad - Os Carrascos do Kidon

Mossad - Os Carrascos do Kidon
A História do Terrível Grupo de Operações Especiais de Israel
Eric Frattini
De: R$48,00
Por R$39,90
http://livraria.folha.com.br/

Sinopse

Esta é a história do terrível grupo de operações especiais de Israel. Uma obra de espionagem e aventuras, que reúne dezesseis operações encobertas de assassinato e sequestro realizadas pelo Mossad e sua subunidade da Metsada, o temível Kidon, ao longo de 44 anos de história. Enquanto os especialistas se indagam em relação ao benefício dessas operações do Kidon, organizações como o Hamas ou o Hezbollah não parecem perder força. Aparentemente, a recente troca de liderança dentro do Mossad não pareceu mudar seus objetivos. Entretanto, o então governo de Israel silencia enquanto

Premiê do Japão diz que é hora para "novo capítulo" nas relações com América Latina

Reuters
Premiê do Japão diz que é hora para "novo capítulo" nas relações com América Latina
sábado, 2 de agosto de 2014
SÃO PAULO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse neste sábado que o seu país precisa olhar mais para a América Latina se quiser aproveitar melhor as vantagens dos crescentes fluxos comerciais.

Abe, falando a repórteres em São Paulo onde se encontrou com empresários brasileiros, disse que sua visita a cinco países da América Latina nos últimos dias teve o objetivo de construir uma base de maior cooperação e comércio. Bancos japoneses ofereceram 700 milhões de dólares em empréstimos a vários projetos brasileiros durante sua visita.

Ele disse que o fim de 15 anos de deflação no Japão abriu um espaço significativo para ampliar o comércio e investir em países como Brasil, México e Chile. Abe também quer acelerar as discussões com a Colômbia como parte de seus esforços para impulsionar o comércio com países latino-americanos do Pacífico.

"Considero minha viagem à América Latina o começo de um novo capítulo nas relações entre Japão e a região, um momento de mais cooperação", disse o premiê.

Algumas das maiores economias do mundo estão de olho na América Latina, onde uma classe média mais rica e negócios mais saudáveis estão gerando mais lucro. Por exemplo, México e Brasil têm planos de melhorar suas infraestruturas, um terreno fértil para companhias japonesas.

A América Latina tem um Produto Interno Bruto combinado de quase 6 trilhões de dólares e é rica em minerais e metais, alimentos, energia e outras commodities.

O Japão está competindo com China e Rússia pelo acesso à energia e aos minerais da América Latina. No mês passado, líderes dos Brics --Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- criaram um banco de desenvolvimento de 100 bilhões de dólares e um fundo de reserva para estimular a cooperação e o comércio.

Questionado se o banco dos Brics poderia prejudicar a influência do Japão no mundo, Abe não quis comentar, mas disse que espera que o novo banco seja implementado sob os mesmos padrões de governança de outras instituições globais multilaterais.

(Reportagem de Guillermo Parra-Bernal)