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domingo, 27 de julho de 2014

Confrontos em Gaza diminuem, mas esperança de trégua parece frágil

Confrontos em Gaza diminuem, mas esperança de trégua parece frágil
domingo, 27 de julho de 2014
Por Nidal al-Mughrabi e Maayan Lubell

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Os combates diminuíram em Gaza neste domingo depois que militantes islamistas do Hamas disseram apoiar uma trégua humanitária de 24 horas, mas não havia sinal de qualquer acordo abrangente para acabar com o conflito com Israel.

O Hamas disse que apoiou um pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para uma pausa nos combates em função do feriado muçulmano de Eid al-Fitr, que deve começar nos próximos dias.

Alguns disparos ocorreram depois que o Hamas anunciou que ia colocar suas armas de lado e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, questionou a validade da trégua.

"O Hamas não aceita sequer seu próprio cessar-fogo, está continuando a disparar contra nós enquanto falamos", disse ele em entrevista à CNN, acrescentando que Israel ia "tomar quaisquer medidas necessárias para proteger o nosso povo".

No entanto, moradores da Faixa de Gaza e testemunhas da Reuters disseram que os bombardeios israelenses e o lançamento de mísseis do Hamas diminuíram lentamente durante a tarde, o que sugere que uma trégua de fato pode estar tomando forma, enquanto esforços internacionais para intermediar um cessar-fogo permanente pareciam hesitantes.

Mas militares israelenses disseram que vão precisar de mais tempo para destruir uma rede de túneis que cruzam a fronteira de Gaza, o que eles dizem ser um dos seus principais objetivos.

Israel e islamistas do Hamas que controlam Gaza concordaram em um cessar-fogo de 12 horas no sábado para permitir que os palestinos refaçam seus estoques de suprimentos e recuperem corpos dos escombros.

O gabinete de Netanyahu votou por estender a trégua até meia-noite de domingo a pedido da ONU, mas desistiu quando o Hamas lançou mísseis contra Israel durante a manhã.
Médicos palestinos disseram que pelo menos dez pessoas morreram na onda de ataques subsequentes que atingiu Gaza, incluindo uma mulher cristã, Jalila Faraj Ayyad, cuja casa na cidade de Gaza foi atingida por uma bomba israelense.

Cerca de 1.060 palestinos, a maioria civis e incluindo muitas crianças, foram mortos durante os 20 dias de conflito. Israel diz que 43 dos seus soldados morreram, assim como três civis mortos por mísseis e morteiros lançados do enclave no Mediterrâneo.

Esforços diplomáticos liderados pelo secretário de estado dos EUA, John Kerry, para acabar com o conflito de 20 dias, têm mostrado poucos sinais de progresso. Israel e Hamas estabeleceram condições que parecem inconciliáveis.

O Hamas quer o fim do bloqueio econômico israelense-egípcio de Gaza antes de concordar em interromper hostilidades. Israel sinalizou que poderia fazer concessões nessa direção, mas só se os grupos militantes de Gaza forem despojados de suas armas.

sábado, 26 de julho de 2014

Notícia que mais bombou na internet esta semana. Critica do Brasil a Israel quase extreitam relações diplomáticas

Quinta-feira (24/07) -  Israel denunciou Brasil na quinta-feira para retirar seu embaixador em Israel para consultas em protesto contra a operação da IDF na Faixa de Gaza, chamando-o de uma potência econômica, mas uma potência diplomática irrelevante. "Esta é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel. "Essas medidas não contribuem para promover a calma e estabilidade na região. Ao invés disso, eles fornecem vento de cauda com o terrorismo, e, naturalmente, afetar a capacidade do Brasil de exercer influência. Israel espera o apoio de seus amigos em sua luta contra o Hamas, que é reconhecido como um terror organização por muitos países ao redor do mundo ", acrescentou.
Leia mais em: http://zip.net
noticias.bol.uol.com.br/

Aécio chama medidas do BC de improviso e aponta desconfiança na economia

Aécio chama medidas do BC de improviso e aponta desconfiança na economia
sexta-feira, 25 de julho de 2014

 Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, durante entrevista à Reuters em Brasília. 02/04/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino


Sempre acompanhado da filha mais velha, Gabriela, Aécio cumpriu uma agenda típica de candidato, caminhando pelas ruas de Vigário Geral, entrando na casa de moradores e almoçando em um dos restaurantes locais, o que, segundo ele, Dilma, candidata a reeleição, teria dificuldades de fazer.

"A presidente, por enquanto, tem tido dificuldades de se apresentar à população. Os eventos são fechados, eventos com a imposição da presença de aliados", disse.

Dilma ainda não participou de nenhum evento de campanha em contato direto com o eleitor.

Na noite de quinta-feira, ela esteve no Rio de Janeiro para participar de jantar com aliados no Estado, que contou com a presença de peemedebistas como o vice-presidente, Michel Temer, e o governador Luiz Fernando Pezão, candidato à reeleição, e adversário do candidato petista Lindbergh Farias.

No encontro, foi lançada a campanha "Dilmão", junção dos nomes Dilma e Pezão. [ID:nL2N0Q00IB]

(Reportagem de Felipe Pontes)

Cessar-fogo acaba em Gaza e militantes retomam ataques contra Israel

Cessar-fogo acaba em Gaza e militantes retomam ataques contra Israel
sábado, 26 de julho de 2014
GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Militantes retomaram ataques com mísseis contra Israel a partir de Gaza neste sábado, rejeitando a ampliação do cessar-fogo do conflito que já deixou mais de mil palestinos mortos, a maioria de civis.

Israel concordou em estender a pausa inicial de 12 horas nos combates por mais quatro horas, mas foi rejeitado pelo grupo islâmico Hamas, que domina Gaza.

Sirenes de alerta soaram em todo o país quando foguetes foram disparados, informou a polícia. Um tiro de tanque israelense matou um homem ao sul da Faixa de Gaza, disse uma autoridade local, anunciando a primeira vítima fatal após a ruptura do cessar-fogo.

Mesmo antes de a trégua acabar, alguns ministros israelenses sinalizaram que era remoto um acordo abrangente para acabar com o conflito de 19 dias com o Hamas e seus aliados.

Os habitantes de Gaza já haviam aproveitado a trégua para recuperar seus mortos e estocar suprimentos de alimentos, inundando as ruas após o cessar-fogo ter começado às 3h (horário de Brasília), em meio a um cenário de destruição em massa em algumas áreas.

"Tudo acabou, todas as nossas vidas estavam naquela casa, lar de 18 pessoas!", gritou Zaneen, uma pequena mulher vestindo um robe negro e véu roxo, enquanto explorava os destroços da cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.

"Meu Deus, queremos paz. Paz e que tudo isso pare!"

O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf Al-Qidra, disse que equipes de resgate haviam recuperado 132 corpos de bairros destruídos.

O homem morto pelo tanque elevou o número de mortes palestinas para 1.033 desde 08 de julho, quando Israel lançou sua ofensiva.
O gabinete de segurança de Israel esteve reunido neste sábado para discutir os esforços internacionais, que estão sendo liderados pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, em Paris, para assegurar trégua mais duradoura.

Mas, antes de os novos ataques acontecer, o ministro do gabinete de segurança, Gilad Erdan, havia dito que a possibilidade de acordo definitivo era pequena, sem representantes de Israel, Egito ou da Autoridade Palestina presentes nas negociações em Paris.

"Acho que estamos muito longe de uma solução diplomática. Faz muito mais sentido estarmos mais perto de expandir a operação militar", disse ele mias cedo a um canal da televisão israelense.

Pouco antes do início da trégua, 18 membros de uma única família, incluindo cinco crianças, morreram em ataque perto da cidade de Khan Younis, no sul do país, afirmaram médicos.

Israel deixou claro que, apesar da trégua, seu exército continuará buscando túneis usados por militantes. O Hamas e aliados aceitaram os termos e não houve relatos de violência intensa durante o dia.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

(República Checa) Turismo

Israel rejeita cessar-fogo e número de mortos supera 800 em Gaza

Israel rejeita cessar-fogo e número de mortos supera 800 em Gaza

sexta-feira, 25 de julho de 2014

 Soldados israelenses correm durante confrontos com manifestantes palestinos, perto de Ramallah, que protestavam contra a ofensiva de Israel em Gaza.  25/7/2014.  REUTERS/Mohamad Torokman

Por Nidal al-Mughrabi e Crispian Balmer

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Israel rejeitou nesta sexta-feira propostas internacionais para um cessar-fogo nos ataques contra a Faixa de Gaza, mas está discutindo mudanças no plano de trégua com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse uma fonte do governo.

Kerry afirmou que ainda há discordâncias sobre a terminologia para uma trégua em Gaza. Ele disse no Cairo que um "progresso sério" foi feito, mas havia mais trabalho a fazer e que ele está certo de que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está empenhado em contribuir para um cessar-fogo.

Na mesma conferência de imprensa, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma trégua humanitária de sete dias.

Mediadores esperam que uma trégua possa entrar em vigor antes de um festival muçulmano que começa na próxima semana, mas têm enfrentado dificuldades para resolver diferenças aparentemente irreconciliáveis ​entre Hamas e Israel, que travam um combate desde 8 de julho.

O Hamas, que quer o fim de um bloqueio a Gaza imposto por Israel e Egito antes de concordar com o fim das hostilidades, ainda tem de responder à proposta de cessar-fogo, que não foi divulgada.

A fonte israelense, que não quis ser identificada, disse que o gabinete de segurança do primeiro-ministro de Israel rejeitou o plano porque não permite a Israel continuar interceptando uma rede de túneis clandestinos do Hamas sob a fronteira com Gaza.

"A proposta de Kerry se inclina (muito) para as exigências do Hamas", disse a fonte.

Com o fracasso da diplomacia, os combates se intensificaram.
Israel rejeita cessar-fogo e número de mortos supera 800 em Gaza
sexta-feira, 25 de julho de 2014 17:03 BRT Imprimir | Uma página [-] Texto [+]
 Soldados israelenses correm durante confrontos com manifestantes palestinos, perto de Ramallah, que protestavam contra a ofensiva de Israel em Gaza.  25/7/2014.  REUTERS/Mohamad Torokman
1 de 1Versão na íntegra
Autoridades de Gaza disseram que ataques de Israel mataram 55 pessoas nesta sexta-feira, incluindo o chefe de mídia do Jihad Islâmico, aliado do Hamas, e o filho dele. Assim, o número de palestinos mortos em 18 dias já totaliza 844 pessoas, a maioria civis.

Militantes dispararam uma saraivada de foguetes de Gaza, o que acionou sirenes em grande parte do sul e do centro de Israel, incluindo no principal aeroporto do país. Não houve feridos, e o sistema Domo de Ferro interceptou muitos dos mísseis.

O tumulto em Gaza alimentou as tensões na Cisjordânia ocupada, onde o presidente palestino, Mahmoud Abbas, apoiado pelos Estados Unidos, governa em uma incômoda coordenação com Israel.

Médicos disseram que seis palestinos foram mortos em incidentes separados perto das cidades de Nablus e Hebron, incluindo um tiro que, segundo testemunhas, foi disparado aparentemente por um colono judeu.

Israel disse que mais três dos seus soldados foram mortos em Gaza nesta sexta-feira, elevando o total de militares mortos para 35, enquanto tropas combatem militantes no norte, leste e sul de Gaza, um pequeno enclave que abriga 1,8 milhão de palestinos.

O país também anunciou que um soldado desaparecido depois de uma emboscada em Gaza há seis dias foi definitivamente morto, embora seu corpo não tenha sido recuperado. O Hamas disse no domingo que tinha capturado o homem, mas não divulgou uma fotografia dele.

Três civis também foram mortos em Israel por foguetes lançados de Gaza, o tipo de ataque que começou no mês passado em meio à fúria do Hamas com uma repressão aos seus militantes na Cisjordânia, o que levou ao lançamento da ofensiva israelense em 8 de julho.

A crescente lista de baixas israelenses só reforçou a determinação do país a prosseguir com esta última campanha contra o Hamas até que o grupo seja enfraquecido significativamente.

A urgência de uma trégua foi causada pela morte, na quinta-feira, de 15 pessoas em uma escola da Organização das Nações Unidas onde civis buscam abrigo, no norte da Faixa de Gaza, em um ataque que as autoridades locais atribuíram à artilharia de Israel.

Israel disse que suas forças sofreram ataques de guerrilheiros palestinos na área da escola e revidaram fogo, e acusou o Hamas de evitar que qualquer remoção de civis fosse realizada.

(Reportagem adicional de Ori Lewis, em Jerusalém; de Noah Browning, em Gaza; de Arshad Mohammed, Yasmine Saleh e Shadia Nasralla, no Cairo)

Israel transforma Gaza em campo de concentração



Israel transforma Gaza em campo de concentração.

Parece que as disputas entre israelitas e palestinos estão difícies de serem solucionadas. Parece que as pressões vindas do ocidente tendo a ONU à frente não tem adiantado muito para acabar com o conflito na região. Enquanto isso Israel vai transformando Gaza num verdadeiro campo de concentração caracterizado por um massacre em massa da maioria de civis palestinos, promovidos por uma política autoritária, militarista, segregacionista e racista de Israel em Gaza.
É impossível acreditar que em pleno século XXI, , ainda existam povos cruéis que não respeitam e nem permitam a soberania de outros povos por se acharem superiores. Pois bem é este o tipo de política desenvolvida por Israel que tem transformado Gaza e Cisjordânia num verdaeiro campo de concentração, onde mais de 700 pessoas foram exterminadas brutalmente em menos de um mês pelo impiedoso e cruel exército de Israel. As autoridades israelitas provenientes do velho arcaísmo político da era Golda Meir que iniciou os conflitos entre  árabe e israelenses entre os anos 60 e 70 .Onde muitos não estão nem ai com quem  está vivo ou com quem já morreu, eles estão mesmo interessados em mostrar a sua supremacia política e bélica na região. Não estão preocupados com as famílias que perderam os seus entes queridos e com os sobreviventes, onde muitos deles estão gravemente feridos diante desse massacre tão cruel e  desnessário que tem chocado a comunidade internacional. Parece que a História tem se repetido e as mentalidades ainda continuam  como  estivessemos  na segunda metade do século XIX, quando o imperialismo e o neocolonialismo se irradiou  para a s regiões mais inóspitas do planeta provocando um verdadeiro genocídio em proveito próprio - É o que tem feito Israel desde 1948 até hoje na Faixa de Gaza e Cisjordânia não permitindo uma identidade política e soberana ao povo palestino. Parece que a única opção escolhida por Israel para ocupar a região já que não pode dominá-la por inteiro é exterminar o povo da região. Espero viver muito, para um dia ver a paz tão sonhada nessa região tão difícil de uma atuação diplomática. Vemos que o bem estar dos israelitas dependem da desgraça e da matança dos nossos irmãos palestinos. Isto não pode contunuar, isto é vergonhoso. Alarcon

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ISRAEL REBATE CRÍTICA E DIZ QUE BRASIL É "IRRELEVANTE"

ISRAEL REBATE CRÍTICA E DIZ QUE BRASIL É "IRRELEVANTE"

http://www.brasil247.com/

Após gesto diplomático do governo brasileiro, que convocou ontem seu embaixador em Tel Aviv, Henrique Pinto, para consulta sobre a morte de palestinos, chancelaria de Israel respondeu duramente: "Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante"; autoridades do governo Dilma receberam com indignação posição do governo de Benjamin Netanyahu e estudam a melhor reação a um comentário "tão duro"

24 DE JULHO DE 2014

247 – A chancelaria de Israel criticou duramente o comportamento brasileiro em relação ao conflito entre o país e o Hamas, que já deixou 700 palestinos mortos na Faixa de Gaza, contra 35 israelenses. Em resposta enviada ao jornal Folha de S. Paulo, a representação israelense afirmou que "o Brasil está escolhendo ser parte do problema, em vez de integrar a solução", e classificou o País como "politicamente irrelevante".

Nesta quarta-feira 23, o Itamaraty divulgou nota considerando "inaceitável" a escalada de violência entre Israel e Palestina e chamando de "desproporcional" a força israelense contra os palestinos. O Brasil convocou ainda seu embaixador em Tel Aviv, Henrique Pinto, para consulta sobre as mortes de centenas de civis na Faixa de Gaza. O comentário do governo de Israel foi uma resposta ao gesto diplomático brasileiro.

"Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante", disse ainda a chancelaria israelense. O comentário foi recebido com indignação por autoridades do governo da presidente Dilma Rousseff. O Palácio do Planalto e o Itamaraty avaliam agora a melhor reação para um comentário "tão duro".

Cinegrafistas aguardam do lado de fora da sede da companhia aérea espanhola Swiftair

 Cinegrafistas aguardam do lado de fora da sede da companhia aérea espanhola Swiftair, nos arredores de Madri. 24/07/2014.
REUTERS/Andrea Comas

O representante da Air Algerie em Burkina Fasso, Kara Terki, disse em entrevista à imprensa que todos os passageiros do avião estavam em trânsito, para a Europa, Oriente Médio ou Canadá. Terki informou que a lista de passageiros inclui 50 franceses, 24 burquinenses, oito libaneses, quatro argelinos, dois luxemburgueses, um belga, um suíço, um nigeriano, um camaronês, um ucraniano e um romeno. Ele não especificou as nacionalidades dos demais.

No entanto, um porta-voz da entidade que congrega pilotos da Espanha, a Sepla, disse que os seis tripulantes eram espanhóis, mas não deu mais detalhes.

BUSCA REGIONAL

A Swiftair informou em seu website que o avião decolou de Burkina Fasso à 22h17 e deveria chegar a Argel às 2h10 (horários de Brasília).

Em meio à confusão sobre o momento do desaparecimento, uma autoridade da aviação civil argelina informou que o último contato com o avião foi às 22h55, quando sobrevoava a cidade de Gao, no Mali. Mas autoridades da aviação em Burkina Fasso afirmaram ter passado o controle do avião para a torre de Niamey, no Níger, às 22h38. Elas disseram ter perdido o contato com a aeronave logo depois das 0h30.

O ministro Ouedrago, de Burkina Fasso, disse que o avião pediu à torre de controle em Niamey para mudar de rota às 22h38 por causa de uma tempestade no deserto do Saara. No entanto, uma fonte na torre de controle de Niamey, que não quis ser identificada, disse que eles não foram contatados pelo avião, que deveria, conforme o previsto, ter sobrevoado o Mali.

O diretor da Agência Nacional da Aviação Civil do Mali, Issa Saly Maiga, informou que uma operação de busca do avião estava em andamento.

"Nós não sabemos se o avião está em território malinês", disse ele à Reuters. "Autoridades da aviação estão sendo mobilizadas em todos os países relacionados ao caso: Burkina Fasso, Mali, Níger, Argélia e mesmo a Espanha."


 Cinegrafistas aguardam do lado de fora da sede da companhia aérea espanhola Swiftair, nos arredores de Madri. 24/07/2014.
REUTERS/Andrea Comas

Websites do setor da aviação informam que a aeronave desaparecida, um dos quatro MD-83 da Swiftair, tinha 18 anos de idade. Os dois motores do avião são de fabricação da Pratt & Whitney, uma unidade da United Technologies.

A norte-americana McDonnell Douglas, agora pertencente à Boeing, parou de produzir a família dos MD-80 em 1999, mas a aeronave continua sendo muito usada.

De acordo com a consultoria britânica Flightglobal Ascend, há 482 MD-80 em operação, boa parte nos Estados Unidos.

(Reportagem adicional de Patrick Markey, Daniel Flynn, David Lewis, Mathieu Bonkoungou, Julien Toyer, Tracy Rucinski, Laila Bassam, Marine Pennetier e Tim Hepher)

((Tradução Redação São Paulo; 5511 5644-7731)) REUTERS MTS ES

Artilharia de Israel mata ao menos 15 pessoas em abrigo da ONU em Gaza


Artilharia de Israel mata ao menos 15 pessoas em abrigo da ONU em Gaza
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - Pelo menos 15 pessoas foram mortas e muitas ficaram feridas nesta quinta-feira, após forças israelenses terem disparado fogo de artilharia contra uma escola administrada pela ONU que abrigava refugiados palestinos no norte de Gaza, disse um porta-voz do ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qidra.

O diretor de um hospital local disse que vários centros médicos ao redor de Beit Hanoun estavam recebendo os feridos.

“Tal massacre exige mais do que um hospital para lidar com a situação”, disse Ayman Hamdan, diretor do hospital de Beit Hanoun.

Um fotógrafo da Reuters no local disse que poças de sangue podiam ser vistas no chão e nas mesas dos estudantes no pátio da escola, perto do aparente impacto de um projétil de artilharia.

Diversas famílias que vivam na escola correram com seus filhos para o hospital onde as vítimas estavam sendo atendidas, a algumas centenas de metros.

Laila Al-Shinbari, mulher que estava na escola no momento do bombardeiro, disse à Reuters que as famílias haviam se reunido no pátio para esperar um comboio da Cruz Vermelha para retirá-las de lá.

“Todos nós no sentamos em um lugar quando de repente quatro projéteis acertaram nossas cabeças… corpos estavam no chão, (havia) sangue e gritos. Meu filho está morto e todos os meus parentes foram mortos, incluindo meus outros filhos”, disse ela em prantos.

Chris Gunness, porta-voz da principal agência da ONU em Gaza, a UNRWA, confirmou o ataque e criticou Israel.
“Coordenadas precisas do abrigo da UNRWA em Beit Hanoun foram formalmente dados para o Exército de Israel… no curso do dia, a UNRWA tentou coordenar com o Exército israelense uma janela para que civis deixassem o local, mas isso não foi concedido”, disse Gunness em sua página no Twitter.

Mais cedo nesta quinta-feira, Gunness disse à Reuters que forças de Israel haviam atacado abrigos da ONU em três ocasiões diferentes desde segunda-feira, em incidentes que não causaram vítimas.

O Exército de Israel não comentou imediatamente a questão.

(Reportagem adicional de Finbarr O’Reilly)

TCU isenta Dilma de culpa e governo avalia que caso Pasadena perde peso eleitoral

TCU isenta Dilma de culpa e governo avalia que caso Pasadena perde peso eleitoral

MARCELO MORAES

http://blogs.estadao.com.br/

Quarta-Feira 23/07/14

Tribunal responsabilizou apenas executivos da Petrobrás pela negociação considerada prejudicial aos cofres públicos
O governo considerou uma importante vitória política a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de isentar a presidente Dilma Rousseff da responsabilidade pelos supostos prejuízos causados pela compra pela Petrobrás da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Por ser ministra da Casa Civil, na época da negociação, Dilma era justamente a presidente do conselho quando metade da refinaria foi adquirida pela estatal, em 2006.
Assim, existia o temor, dentro do Palácio do Planalto, que o TCU também a responsabilizasse pela compra considerada prejudicial aos cofres da empresa. Por unanimidade, o tribunal considerou que a culpa foi de 11 integrantes da diretoria da estatal.
O governo avalia que se Dilma fosse responsabilizada haveria prejuízos pesados na campanha pela reeleição, ampliando o desgaste de sua imagem. Como o ministro relator José Jorge sempre teve sua trajetória política ligada à oposição, tendo, inclusive, sido candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo tucano Geraldo Alckmin, em 2006, havia a dúvida se ele pouparia ou não a presidente no seu parecer. Mas ele acabou isentando Dilma, apesar de deixar aberta a possibilidade de reconsiderar a decisão caso surjam novos elementos no caso.
Com a votação do TCU, o Planalto aposta que o escândalo da compra da refinaria de Pasadena reduz seu peso na campanha. Existe ainda alguma dúvida sobre o impacto que a condenação de diretores poderá ter, mas, sem qualquer dúvida, nada que se compare ao que ocorreria caso a presidente tivesse sido culpada.
A transação de Pasadena se transformou numa crise dentro do governo depois que Dilma reconheceu, em maio, para o Estadão, que somente aprovara a compra porque recebera informações incompletas sobre os detalhes da operação. E disse que se soubesse de tudo não teria votado a favor do negócio. Foi a primeira vez que alguém admitiu publicamente dentro do governo que a operação tinha sido ruim. O escândalo fragilizou o governo e gerou a abertura de duas comissões parlamentares de inquérito dentro do Congresso, esvaziadas pela intervenção política do Palácio do Planalto.

Honoráveis Bandidos Um Retrato do Brasil na Era Sarney Palmério Dória

Sinopse

Neste livro finalista do prêmio Jabuti 2010 na categoria reportagem, um dos jornalistas mais respeitados do país conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.
Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional

Honoráveis Bandidos
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Palmério Dória

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Líder do Hamas pede trégua humanitária na Faixa de Gaza

O presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas vai se reunir com o chefe do Hamas no exílio para discutir uma trégua nos conflitos em Gaza
Khaled Meshaal~~


Líder do Hamas pede trégua humanitária na Faixa de Gaza
quarta-feira, 23 de julho de 2014 
DOHA (Reuters) - O líder do Hamas, Khaled Meshaal, pediu nesta quarta-feira uma trégua temporária para permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, mas disse que seu grupo continuará lutando contra uma ofensiva israelense e não concordará com um cessar-fogo mais duradouro sem negociar os termos.

"Estamos muito interessados ​​em ter uma trégua humanitária, como fizemos na última quinta-feira. Precisamos de calma por algumas horas para retirar os feridos e ajudar... Isto significa uma trégua verdadeira apoiada por um programa verdadeiro de ajuda oferecido ao povo de Gaza", disse ele em uma entrevista coletiva no Catar.

O líder do grupo islâmico, que controla o território palestino, pediu à comunidade internacional que ajude a abastecer a Faixa de Gaza com remédios, combustível e outros produtos.

Porém, afirmou que qualquer cessar-fogo permanente poderá apenas acontecer depois de Israel encerrar o seu cerco, e que só poderá ser implementado depois de ser complemente negociado.

"Todo mundo quer que aceitemos um cessar-fogo e, em seguida, negociemos nossos direitos, nós rejeitamos isso e nós rejeitamos isso de novo hoje", disse Meshaal.

Ele acrescentou que, apesar dos esforços para mediar um cessar-fogo mais duradouro, não houve avanço.

(Reportagem adicional de Sami Aboudi, em Dubai)

Morre Ariano Suassuna, autor de "O Auto da Compadecida", aos 87 anos



Morre Ariano Suassuna, autor de "O Auto da Compadecida", aos 87 anos
Do UOL, em São Paulo 23/07/2014


O escritor Ariano Suassuna, autor de livros como "O Auto da Compadecida" e "O Santo e a Porca", morreu às 17h15 desta quarta-feira (23), aos 87 anos. Segundo boletim médico divulgado pelo Real Hospital Português de Recife, onde ele estava internado, Suassuna teve uma parada cardíaca provocada por hipertensão intracraniana. Ainda não há informações sobre velório e enterro.

Suassuna estava internado desde a noite de segunda-feira após sofrer um AVC hemorrágico. Ele deu entrada na instituição com sangramento no cérebro e foi submetido a uma cirurgia neurológica às pressas, na qual foram colocados dois drenos para controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça piorou o estado de saúde do escritor, que já estava em coma e respirando com a ajuda de aparelhos.

Em agosto do ano passado, Suassuna sofreu um infarto agudo do miocárdio e, semanas depois, foi internado com um quadro de aneurisma cerebral.

Suassuna é o terceiro integrante da Academia Brasileira de Letras a morrer em três semanas. No dia 3 de julho foi Ivan Junqueira e no dia 18, João Ubaldo Ribeiro. Apesar de não integrar o órgão, o escritor Rubem Alves morreu no dia 19.

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As principais obras de Ariano Suassuna10 fotos 10 / 10
"Seleta em Prosa e Verso": Seleta e prosa e verso é uma coletânea de textos variados do escritor. Coordenada por Paulo Rónai e com textos selecionados por Silviano Santiago, o livro é também uma oportunidade de entrar em contato com a poesia de Suassuna Reprodução
Histórico

Teatrólogo e romancista, Ariano Vilar Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, mas mudou-se para Recife em 1942. Formado em direito e em filosofia, publicou sua primeira peça teatral, "Uma Mulher Vestido de Sol", aos 20 anos.

Entre 1952 e 1956, Suassuna dedicou-se à advocacia, sem abandonar a atividade teatral. São desta época "O Castigo da Soberba" (1953), "O Rico Avarento" (1954) e "O Auto da Compadecida" (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

Membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) desde 1989 como sexto ocupante da cadeira nº 32 e doutor honoris causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte, Ariano é fundador do Teatro Popular do Nordeste e do Movimento de Cultura Popular, além de idealizador do Movimento Armorial. Ele exerceu, entre outros cargos públicos, o de secretário de Cultura de Pernambuco, durante o terceiro governo de Miguel Arraes. Saiba mais sobre a vida e a carreira de Suassuna.

Secretário dos EUA amplia esforços diplomáticos por cessar-fogo em Gaza




Secretário dos EUA amplia esforços diplomáticos por cessar-fogo em Gaza
quarta-feira, 23 de julho de 2014
 Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fala com jornalistas após reunião com o presidente palestino Mahmoud Abbas em Ramallah, na Cisjordânia. 23/07/2014.  REUTERS/Charles Dharapak/Pool

Por Nidal al-Mughrabi e Crispian Balmer

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Forças israelenses continuaram seus ataques na Faixa de Gaza nesta quarta-feira, encontrando dura resistência de militantes do grupo islâmico Hamas e forçando a fuga de milhares de moradores. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, dizia durante visita a Israel que as conversações por uma trégua haviam feito progresso.

Em um revés para a economia de Israel, e um golpe de relações públicas para o Hamas, empresas aéreas dos EUA e da Europa pararam de voar para o Estado judaico, citando preocupações sobre foguetes lançados por militantes de Gaza que atingiram uma casa perto do aeroporto Ben Gurion. Israel pediu a reconsideração dessa medida, dizendo que o espaço aéreo estava seguro.

Acrescentando pressão sobre Israel, a alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay, disse nesta quarta-feira que há uma “forte possibilidade” de que Israel esteja cometendo crimes de guerra na Faixa de Gaza, onde 645 palestinos morreram nos combates, a maioria civis.

Israel nega as alegações, aumentando a guerra de palavras e acusando o Hamas de utilizar habitantes de Gaza como escudos humanos.

Em uma viagem não anunciada, de apenas um dia, Kerry estava pronto para encontrar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sinalizando uma intensificação nos esforços para encerrar a violência.

“Nós certamente demos alguns passos para a frente. Ainda há trabalho a ser feito”, disse Kerry logo após chegar ao país.

Israel lançou sua ofensiva em 8 de julho para buscar deter os ataques com foguetes feitos pelo Hamas e seus aliados, que têm sofrido com um bloqueio econômico imposto por Israel e Egito, e estão irritados com uma repressão contra seus apoiadores na Cisjordânia ocupada.

Após ter fracassado em parar a agressão após dias de bombardeios aéreos, Israel enviou tropas terrestres para a faixa de Gaza na quinta-feira, procurando eliminar os estoques de foguetes do Hamas e destruir uma vasta rede de túneis subterrâneos.

 Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fala com jornalistas após reunião com o presidente palestino Mahmoud Abbas em Ramallah, na Cisjordânia. 23/07/2014.  REUTERS/Charles Dharapak/Pool
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“Estamos encontrando resistência acerca dos túneis… eles estão constantemente tentando nos atacar nos arredores e nos túneis. Essa é a tendência”, disse o porta-voz militar de Israel, o tenente-coronel Peter Lerner, nesta quarta-feira.

Até agora foram mortos 30 soldados de Israel no confronto, incluindo um oficial de tanque de guerra, atingido por um atirador de elite palestino durante a noite. No total, três civis morreram em Israel por conta dos ataques de foguetes lançados de Gaza, incluindo um trabalhador estrangeiro atingido nesta quarta-feira.

Os militares dizem que um de seus soldados está desaparecido e acreditam que ele possa estar morto. O Hamas diz tê-lo capturado, mas ainda não divulgou uma foto dele em cativeiro.

O ministério da Saúde de Gaza informou que 18 palestinos foram mortos nesta quarta-feira, a maioria na cidade de Khan Yunis, no sul - um dos principais alvos da ofensiva israelense.

No extremo norte, os moradores continuaram a fugir de Beit Hanoun à medida que tanques israelenses avançam na cidade, perto da fronteira, tendo destruído pomares próximos em busca de túneis ocultos do Hamas.

"Colunas de pessoas estão indo para oeste de Beit Hanoun, à procura de um abrigo seguro. Isto não é uma guerra, isto é aniquilação", disse Hamed Ayman, de 17 anos.

"Antes eu sonhava em me tornar um médico. Hoje estou sem casa. Eles deveriam prestar atenção quanto ao que eu poderia me tornar depois", afirmou o jovem à Reuters.

Autoridades da Faixa de Gaza disseram que até agora, no conflito de 16 dias, 475 casas foram totalmente destruídas pelo fogo israelense e 2.644 parcialmente danificadas. Cerca de 46 escolas, 56 mesquitas e sete hospitais também sofreram danos em diferentes graus.